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Educação

Mercadante desponta como homem forte para futuro de Dilma

22 janeiro 2014 - 08h02
Sai uma ministra executiva da Casa Civil, entra um perfil mais político para cuidar das articulações do governo Dilma, a exemplo do que outros antecessores fizeram na pasta. Se as notícias forem oficialmente confirmadas, Gleisi Hoffmann, que teve papel preponderante para negociar as concessões de infraestrutura, será substituída por Aloizio Mercadante, o atual ministro da Educação, velho de guerra nas trincheiras do PT. Na comando da Educação, cogita-se o nome do atual secretário executivo, José Henrique Paim.
 
Se Hoffmann atuou de maneira discreta à frente da Casa Civil, como ela mesmo admitiu em entrevista ao jornal paranaense Gazeta do Povo, Mercadante pode imprimir um perfil mais conciliador, próprio de quem esteve nas mesmas articulações do presidente Lula, e do ex-ministro José Dirceu, dentro do Partido dos Trabalhadores. Assim, o quase ex-ministro da Educação daria ao governo Dilma, nos próximos meses, e talvez, num segundo mandato, o que falta de traquejo político à presidenta.
 
De sua longa carreira no PT, esta pode ser sua maior oportunidade política, capaz, inclusive, de pavimentar seu caminho para uma eventual candidatura à Presidência em 2018. Mas, antes de pensar nisso, a reeleição da presidenta cairia muito bem para este paulista nascido da cidade de Santos, que completa 60 anos em maio, quase sempre ofuscado por outros grão-duques da legenda, cujo personalismo era maior que o cargo.
 
Mercadante coleciona conquistas importantes no currículo, como a de ter sido eleito o senador mais votado na história do país em 2002. Na Casa, apresentou diversos projetos ligados a educação, como a remissão de pena em troca de estudo de presidiários, ou acesso à tecnologia nas escolas, e outros menos relevantes, como a habilitação de casamento pela internet.
 
À frente do Ministério da Educação, Mercadante teria marcado a sua digital no programa Ciências sem Fronteiras, que ofereceu milhares de bolsas de estudos para brasileiros no exterior. No Brasil, o ministro da Casa Civil é considerado o braço direito do presidente, e equivale, sem figura de linguagem, a um primeiro-ministro. O comandante da pasta é responsável por articular o funcionamento gerencial do governo, e manobra, quando há uma lei de interesse do Executivo, para que o andamento das projetos seja favorável a seus interesses.
 
Já passaram pelo cargo José Dirceu e Antonio Palocci, o que confere à pasta uma certa fama de “maldita” aos que passam por ali. Mas, a lenda é desmentida pela própria presidenta, que esteve ali trabalhando para erguer o Programa de Aceleração do Crescimento, que irrigou de recursos projetos de infraestrutura, antes de ser candidata à presidenta.
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