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Privatização

Leilão da BR-163 agrada aos filiados da Aprosoja/MS

23 dezembro 2013 - 11h55
Cassems
A proposta da empresa vencedora do leilão da BR-163 ficou em R$ 4,38 para cada 100 quilômetros da rodovia no trajeto que corta Mato Grosso do Sul. A Companhia de Participações em Concessões venceu o leilão na terça-feira (17) ao apresentar a valor de pedágio 52% menor que o teto estabelecido pelo edital, de R$ 9,27. 
 
A concessão da rodovia com 847 quilômetros de extensão no Estado será de 30 anos. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja de MS, os benefícios da privatização predominarão em relação aos novos custos. 
 
“O impacto da privatização será positivo se levado em consideração a agilidade do escoamento, a conservação das estradas e o ritmo do fluxo”, destacou o presidente da associação, Almir Dalpasquale. Ele referiu-se às melhores condições de trafego, economia de combustível, durabilidade dos pneus e motores e, principalmente queda no número de acidentes na rodovia.
 
“Por um lado temos a elevação nos custos com a logística para o setor produtivo, por outro, se ganha uma série de benefícios incalculáveis, como a segurança que a qualidade das estradas oferecerá. A privatização poupará vidas, e vida não tem preço”, reforça Dalpasquale.
 
De acordo com a Aprosoja/MS, a duplicação da pista dará ritmo à logística agrícola e pouco impactará na rentabilidade da produção. “Cerca de 70% da produção de grãos se concentra ao Sul do Estado, sendo assim os caminhões que transportarem a soja até o Porto de Paranaguá terão de arcar com pedágios em no máximo quatro pontos. Mas a queda no tempo de viagem será um dos pontos mais positivos na logística agropecuária”, afirma Dalpasquale.
 
Nove pontos de cobrança de pedágio serão instalados no Estado, um a cada 100 quilômetros da rodovia BR-163. Com custo de R$ 4,38 por ponto, um carro de passeio para atravessar nossa região arcará com o valor de R$ 39,42, enquanto que um caminhão bitrem de sete eixos, com capacidade para escoar 37 toneladas, terá custo de R$ 275,94 para percorrer o trecho. 
 
“Sobre o impacto para a logística dos grãos sul-mato-grossenses, deve-se levar em consideração que 70% da produção agrícola se concentra ao sul do Estado, o que dispensa a passagem em pelo menos metade dos pontos de pedágios que serão instalados”, enfatiza.
 
A soja exportada por Mato Grosso do Sul tem como principal canal de escoamento o Porto de Paranaguá, o que torna necessária a utilização da BR-163.
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