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Internacional

Kerry e Lavrov reúnem-se em Londres para discutir crise na Crimeia

14 março 2014 - 11h37
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, está em Londres para se reunir com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e discutir a crise da Crimeia. A dois dias do referendo que pode decidir a anexação da península ucraniana ao território russo, ainda há esperança por parte dos americanos de que a situação possa ser revertida.
 
Até agora, Moscou tem resistido à pressão dos EUA e os seus aliados europeus para reduzir sua intervenção militar na Crimeia. Hoje, o  Ministério de Relações Exteriores do país disse que "se reserva ao direito de proteger o povo da Ucrânia".
 
Kerry admitiu nesta semana que a Rússia pode acabar anexando a Crimeia, mas afirmou que os EUA utilizarão todas as medidas possíveis para retardar esse processo. O secretário e o ministro russo tiveram uma série de reunião por telefone nesta semana, mas Lavrov descartou a proposta americana de se reunir com ministro de Relações Exteriores da Ucrânia.
 
A União Europeia já deu sinais de que vai impor sanções caso Moscou não concorde em criar um grupo de contato para iniciar as negociações com Kiev. Se não houver acordo, os países podem proibir, por exemplo, viagens de autoridades e funcionários russos. Países europeus, no entanto, importam grandes quantidades de gás russo por gasodutos que passam pela Ucrânia.
 
Antes do encontro com o representante da Rússia, Kerry reuniu-se com o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron. "Queremos ver um progresso nessas negociações tanto quanto vocês", disse Cameron. "Nós queremos ver esse contato entre ucranianos e russos, senão haverá consequências", advertiu.
 
Em entrevista à BBC, de Londres, Kerry disse que os Estados Unidos não estão ansioso para impor novas sanções contra a Rússia. "Nossa escolha não é adotar uma posição radical. Nossa escolha é ter respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia", afirmou.
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