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Juan Guaidó reitera que ajuda humanitária entrará na Venezuela

23 fevereiro 2019 - 12h12
Fort Atacadista Natal

O presidente autodeclarado da Venezuela, Juan Guaidó, reiterou que a ajuda humanitária irá entrar no país. Uma delegação liderada pelos membros da oposição tenta atravessar a fronteira entre a Colômbia e o país, levando cerca de 200 toneladas de alimentos e suprimentos médicos à população.

"Há ainda quem queira fechar a fronteira e impedir a entrada da ajuda. A ajuda irá entrar na Venezuela para salvar vidas. Essa ajuda respeita os direitos humanos do nosso país", disse Guaidó. Segundo ele, será um "movimento pacífico, mas firme". As declarações foram concedidas há pouco, em uma coletiva de imprensa, realizada na cidade de Cúcuta, fronteira entre Venezuela e Colômbia.

No pronunciamento, o líder opositor ao regime de Nicolás Maduro pediu ainda que a população acompanhe o movimento de forma pacífica e afirmou que a integridade desses venezuelanos é responsabilidade de quem "usurpa o poder". O presidente autodeclarado pediu ainda para que a Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela (FANB) se posicione do "lado certo da história". "A FANB terá garantias reservadas pela Constituição", destacou Guaidó, em referência às ameaças de Maduro aos militares que desertarem do bloqueio.

Guaidó acenou para chavistas, apelando para que revejam sua posição. Ele agradeceu também o apoio de outros países. "Bem-vindos ao lado certo da História", concluiu. Após o pronunciamento, Guaidó entrou em um dos caminhões de assistência humanitária e acenou para a população. Os caminhões com suprimentos já começaram o deslocamento de Cúcuta para a fronteira venezuelana, pela Ponte de La Unidad.

A estratégia da oposição é levar o auxílio por meio de três ações simultâneas, pela fronteira da Venezuela com a Colômbia, assistência prestada por via marítima e através da fronteira da Venezuela com o Brasil. Maduro recusou a entrada da ajuda de outros países e ordenou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil. Desde ontem, a região fronteiriça da Venezuela com a Colômbia também está sob vigia da guarda militar do país.

Também presente na coletiva, opresidente da Colômbia, Iván Duque, acompanhou o pronunciamento de Guaidó. "Acabamos de entregar a ajuda humanitária a Guaidó. Pedimos a entrada da ajuda de forma pacífica e que FANB se posicione do lado correto, do lado do povo", disse Duque.(Isadora Duarte)

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