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Mundo

Itamaraty cede advogado para trazer corpo de brasileira morta em Lisboa

24 agosto 2009 - 12h20
Fort  Atacadista - 21 ANOS

 Maraísa Nerino Penha, irmã de Patrícia, disse que a família agora tem o apoio de um advogado cedido pela Embaixada do Brasil que acompanha o processo para a liberação do corpo.

 O resultado do exame, diz Maraísa, deve sair no prazo de 90 dias e se ficar comprovada a culpa da clínica na morte de Patrícia, o hospital deve arcar com todos os custos para trazer o corpo ao Brasil. “Tem que esperar agora”, completa.

 Segundo ela, a família ainda não se mobilizou para arrumar o dinheiro equivalente aos dez mil Euros exigidos inicialmente para a liberação do corpo, sendo que devem aguardar o fim do prazo. O irmão de Patrícia, Alexander Nerino Penha, e o marido, Diego Pavão, acompanham juntos o trabalho do advogado.

O caso
 Patrícia viajou sozinha para morar em Lisboa há cinco anos e lá conheceu Diego Pavão, douradense, com quem passou a morar. Os dois viviam ilegalmente em Portugal e segundo Maraísa, o rapaz não queria que ela voltasse ao Brasil e Patrícia entrou em depressão.

 No início do mês, Pavão comunicou a família de Patrícia que a havia levado ao hospital Curry Cabral, em Lisboa, porque a mulher teria se descontrolado. “Ele achou que ela estava possuída”, conta Maraísa.

 Do hospital ela foi transferida a uma clínica psiquiátrica. O motivo da transferência também não foi informado à família. Alexander Nerino Penha, outro dos irmãos, resolveu ir pessoalmente ir a Portugal para checar a situação da moça. Ele chegou no domingo ao local.

 Alexander viu a irmã somente uma vez. De família evangélica, ele levou óleo para ungir Patrícia, mas teria sido impedido pela equipe do hospital, que medicou a paciente assim que ela abriu os olhos e segurou na mão do irmão. A partir daí ele foi proibido de entrar no quarto mesmo nos horários de visita.

 A médica que atendeu Patrícia no hospital Curry Cabral, Maria João, teria feito uma série de exames na moça, que apresentaram resultado negativo para drogas ou medicamentos. No último dia 10, a clínica entrou em contato com os familiares para comunicar a morte da mulher.

 Para a liberação do corpo a família tem que entrar em contato com uma funerária que por sua vez cuida dos trâmites para a retirada do hospital, explica Maraísa. O problema, segundo ela, é que a família não tem o dinheiro exigido pela empresa para fazer todo esse processo.

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