22 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Iniciada campanha da sucessão de Fábio Trad na Ordem dos Advogados

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A eleição só vai acontecer na primeira quinzena de novembro, mas a sucessão de Fábio Trad para a presidência da Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil já está nas ruas, mais precisamente nos escritórios de advocacia onde se processam as articulações.

A tendência é que a disputa fique polarizada entre o candidato da situação, o atual secretário-geral, Ary Raghiant Neto e Leonardo Duarte, filho do ex-presidente da Ordem e desembargador Claudionor Abss Duarte, que conseguiu consolidar seu nome como o candidato da oposição, vencendo a disputa interna com a ex-presidente Elenice Carille, que tambémm tinha pretensão de voltar ao cargo. 

A novidade desta eleição é que pela primeira vez o grupo que pode ser considerado como a “esquerda” da Ordem, por ter entre seus integrantes ex-dirigentes do PCB (hoje PPS) como Carmelino Rezende e René Siufi, o ex-governador Wilson Barbosa Martins (do PMDB), se aliou ao segmento liderado pela ex-presidente Elenice Carille, grupo do qual o próprio Fábio Trad já fez parte. Fábio Trad, que não tentará reeleição para disputar a Câmara Federal na vaga do seu pai, Nelson Trad, ainda não declarou oficialmente apoio a Raghiant, mas atraiu para seu grupo alguns dos seus adversários na eleição em que se elegeu presidente. Oton José Nasser de Mello, que ficou em segundo lugar na disputa, foi nomeado para comandar a Comissão Permanente de Ensino Jurídico. Para a secretaria-geral da ESA (Escola Superior de Advocacia) foi indicado, Mansour Elias Karmouche, que integrou a chapa de Newley Amarilha (também integrante do grupo que hoje apóia Leonardo) como candidato a conselheiro federal da Ordem. Julio César Rodrigues, que foi vice na chapa de Oton não aceitou composição e deve ser o secretário-geral na chapa do candidato de oposição. Ao falar sobre a sua candidatura e a respeito da forma como pretende administrar a entidade, Leonardo diz que a Ordem deve manter as ações de caráter institucional mas sem jamais deixar de lado os advogados. “Temos que atuar também no aspecto corporativo, pois se a Ordem não defender os advogados, daqui a pouco não terá condições sequer de defender a sociedade”, argumentou. Mas o grande desafio que ele irá enfrentar, conforme destacou, será transformar a OAB em uma instituição impessoal no que diz respeito à sua gestão. “Nossa candidatura tem como escopo impessoalizar a OAB, que não deve representar este ou aquele grupo de advogados, mas sim toda a advocacia, indistintamente”, disse o candidato.

Já o outro candidato, Ary Raghiant Neto , se formou em Direito pela FUCMAT (atual UCDB), em Campo Grande, em 1991. É pós-graduado em direito tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributário e em direito constitucional pela ESA-MS E PUC-SP. Atua como advogado em Mato Grosso do Sul desde 1992, com ênfase em Direito Administrativo, Eleitoral e Tributário.

Em 2001, foi assessor jurídico da presidência do Tribunal de Contas. Em 2003, foi membro da Comissão de Estágio e Exame da OAB-MS. Em 2004 e 2006 foi membro da Comissão Temporária de Direitos Políticos e também conselheiro estadual da OAB-MS. Já atuou como presidente da 2ª Câmara de Seleção e Prerrogativas e, também, como secretário-geral da OAB-MS, além de compor várias bancas examinadoras desta instituição.

Desde 2006, Raghiant Neto é professor de Direito Tributário da Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e Professor Auxiliar no curso de pós-graduação da Uniderp, na cadeira de Direito Tributário.

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