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Questão Indígena

Governo avalia Terra Indígena Buriti em R$ 80 milhões

8 janeiro 2014 - 09h40
Área ocupada em MS virou aldeia
Área ocupada em MS virou aldeia - Alysson Maruyama
Cassems
O Ministério da Justiça avaliou ontem (7) em R$ 80 milhões os 15 mil hectares que formam a Terra Indígena Buriti, no município de Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. O governo pretende indenizar os 30 proprietários de fazendas da região, que serão desapropriadas em favor dos indígenas.
 
A região é alvo de disputa entre proprietários rurais e indígenas. Em maio de 2013, um índio da etnia terena morreu durante confronto entre indígenas e policias numa ação de reintegração de posse da fazenda Buriti. Os indígenas resistiram e até hoje ocupam o local.
 
O valor foi apresentado ontem a proprietários e indígenas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. De acordo com o assessor especial do ministro, Marcelo Veiga, o montante ainda poderá ser alterado porque os proprietários questionarão a avaliação, que foi feita pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e pela Fundação Nacional do Índio.
 
 
"O governo federal apresentou os valores de compensação da terra nula e os valores de benfeitorias. São valores brutos que ainda vão ser avaliados pelos proprietários com bastante cuidado e depois, caso necessário, vão apresentar suas contestações", explicou Veiga.
 
A vice-governadora do Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, disse que o governo "não pode errar a mão" nas negociações porque, segundo ela, o processo da Terra Indígena Buriti servirá de referência para outros casos de desapropriação e indenização de terras em Mato Grosso do Sul.
 
De acordo com Simone Tebet, em torno de 80 mil hectares de terras no Estado estão sendo reivindicadas por proprietários e indígenas.
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