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Homenagem

Galerista Mara Dolzan recebe reconhecimento nacional por trabalho pelas artes plásticas

Mara Dolzan recebeu premiação das mãos de Helena Côrtes
Mara Dolzan recebeu premiação das mãos de Helena Côrtes - Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Mara Dolzan é apaixonada por pintura, como ela própria admite, “desde que eu me entendo por gente”.  Autodidata, já nos bancos escolares expressava suas emoções carregando nas cores dos quadros que pintou ainda na adolescência.

A marchand, fundadora da primeira e (até aqui) única galerista de artes plásticas de MS especialista em arte contemporânea, recebeu mais um reconhecimento nacional pelo trabalho de apoio as artes plásticas que desenvolve, promovendo exposições, abrindo portas para os artistas regionais nos grandes centros. Mara foi uma das personalidades contempladas com o Prêmio Super Cap de Ouro, considerado o Oscar Brasileiro que chegou a sua 32ª edição Sucesso total numa noite de gala prestigiada por mais de mil personalidades de todo o país que lotaram os salões do Círculo Militar de São Paulo. Os homenageados foram selecionados através de pesquisas mensais junto a jornalistas, colunistas e crítica especializada. A premiação homenageia personalidades de diversos setores profissionais de todo o país.

Homenagem que é um tributo a iniciativas de Mara como o Projeto Itinerante Intercidades, que organizou, deu oportunidade para a população do interior do Estado tomar contato com as obras dos mais expressivos artistas contemporâneos sul-mato-grossenses. Nas duas edições do Intercidades 135 artistas tiveram oportunidade de participar de exposições, percorrendo 16 cidades do Estado, esboçando um painel das artes plásticas em MS.

“Não sou uma vendedora de quadros. Sou uma apaixonada por artes plásticas”, proclama. Ela admite não ter obtido em 25 anos de funcionamento da galeria retorno para o investimento que fez até aqui. “Talvez precise de mais uns 15 anos”, observa, sem colocar em dúvida o acerto da sua decisão de perseguir o sonho de ter uma galeria de artes. Convicção natural de quem tem como frase preferida a expressão cunhada por Chopin. “O País que não preserva seus valores culturais jamais verá a imagem da sua própria alma”.

Gaúcha de Lagoa Vermelha, professora da rede pública (é pedagoga de formação), foi diretora de escola, está em Campo Grande desde 1984. Em 2004 a Câmara Municipal lhe conferiu o título de cidadã campo-grandense. Neste ano a Assembléia a homenageou com a mesma honraria, só que plano estadual. É uma cidadã sul-mato-grossense. Seu mecenato cultural lhe rendeu até o reconhecimento dos sambistas. Já foi tema do samba enredo da Escola de Samba Unidos da Vila Carvalho.

Com tantas homenagens no currículo uma especial recorda com carinho. Ano passado voltou a Lagoa Vermelha, sua natal, onde recebeu da Câmara Municipal, a medalha de honra mérito, conseqüência da repercussão que realiza em favor das artes plásticas.

No mesmo ano em que se mudou para a capital, 1984, sua trajetória de dedicação e apoio às artes plásticas. Inaugurou a primeira Galeria de Arte do Estado de MS, improvisada na sala de jantar da casa onde morava no Jardim dos Estados. “Contrariei todas as previsões e conselhos dos amigos que não acreditavam que houvesse mercado em Campo Grande para uma galeria”. O espaço que hoje abriga a galeria, projetado pelo arquiteto Gil de Camillo, foi inaugurado em 26 de julho de 1999. Tem um design contemporâneo e iluminação adequada. Mantém um acervo com obras de artistas plásticos de renome regional, nacional e internacional. Sediou inúmeras exposições, lançamentos de livros, designers (jóias), leilões, tendências da moda e projetos culturais.

Em 2004 a galeria de Mara foi classificada entre as 1º mais importantes do país pela revista Casa Vogue (ed. 227/julho). Na edição Especial Galerias, Celso Fioravante (jornalista da Folha de São Paulo) resume em poucas palavras a importância de galeristas como Mara. “Poucos conseguem ver o galerista como alguém que caminha lado a lado com o artista, aquele que primeiro investe em seu trabalho e lhe dá a merecida atenção. Poucos vêem que a profissionalização de qualquer mercado de arte se fundamenta no trabalho desenvolvido pelo galerista”, ressalta o jornalista.

O critico de arte Carlos Von Schimidt (Curador Internacional da XX Bienal Internacional de São Paulo, 1988/1989), quando esteve pela primeira vez na galeria a convite da Marchande, para curadoria do Projeto Itinerante Intercidades, escreveu: “É difícil encontrar, mesmo no exterior, galeria de arte tão bem resolvida. Por esse mundo de Deus não vi nada igual. Aqui, funcionalidade e beleza andam de mãos dadas”.

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