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casos coronavirus

G20 faz mea culpa por falta de coordenação inicial com pandemia

Líderes do grupo das 20 maiores economias do globo (G20) fizeram uma espécie de mea culpa neste sábado (21) em relação à demora de coordenação para tentar combater a pandemia de novo coronavírus

21 novembro 2020 - 18h28
Foto: Divulgação
Fort Atacadista Natal

Líderes do grupo das 20 maiores economias do globo (G20) fizeram uma espécie de mea culpa neste sábado (21) em relação à demora de coordenação para tentar combater a pandemia de novo coronavírus assim que as primeiras notícias da disseminação da doença começaram a surgir no mundo e, por isso, cresceu o tom de que é preciso atuar em conjunto para combater a covid-19. A avaliação feita à reportagem é de um participante do evento que ocorre neste fim de semana. Ele disse também que amanhã o grupo vai ratificar a decisão tomada no G20 financeiro anteriormente de manter a suspensão do pagamento do serviço da dívida aos países mais pobres até pelo menos junho de 2021.

"Houve muita importância sobre o tema das vacinas e cooperação. A percepção é a de que houve falhas porque cada país reagiu por si. Os 187 países agiram por si em vez de ter havido logo uma coordenação", afirmou a fonte. Segundo ela, houve muitas autocongratulações pela troca de experiências sobre lidar com o surto, mas a verdade é que há um sentimento de que houve demora para que houvesse um "encaixe" de fato.

Como é comum ao G20, tudo passa pela linguagem diplomática e muita leitura das entrelinhas. "É tudo muito velado, mas houve esse sentimento", reportou, confirmando a informação dada mais cedo, por exemplo, do pedido da União Europeia para que o grupo disponibilize cerca de US$ 5 bilhões para que os países mais pobres possam comprar e distribuir vacinas quando elas estiverem prontas. "Basicamente, a história é assim: quem puder pagar, paga. Quem não puder, vai ter que receber", resumiu.

Outra preocupação do grupo também lida nas entrelinhas por essa fonte é em relação à segurança cibernética. Apesar da linguagem rebuscada e que, a princípio, poder parecer não querer dizer nada, alguns líderes mostraram-se muito preocupados com a insegurança na área da tecnologia da informação. Neste caso, segundo a fonte, um dos principais alvos seria a China, já que os discursos ressaltaram muitas vezes cobrança por mais transparência e confiança nas ações.

Ainda sobre a China, foi notada a ênfase dada pelo país exatamente de cooperação, assim como a liderança russa. "A China apresentou uma postura de cooperação, de `estamos juntos'", descreveu a fonte. "Lembra muito a postura dos americanos antes do governo de Donald Trump. Visivelmente estão com um discurso assemelhado", disse, em relação à ocupação do palco global em relação a questões internacionais.

Esta avaliação é muito semelhante à que foi dada pelo criador do acrônimo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Jim O'Neill. Para o economista britânico, ironicamente, o afastamento de Trump das questões globais acabou ampliando o papel do país asiático no cenário global. "Parece que aproveitaram a distração de Trump para roubar o espaço americano, que aproveitaram a vacilada de Trump", disse hoje a fonte.

O G20 foi criado há 12 anos, exatamente para tentar encontrar uma saída comum à crise financeira internacional, iniciada em 2008. A presidência atual do grupo está com a Arábia Saudita, que passa o bastão para a Itália no próximo dia 1º de dezembro.

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