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França: suspeito de ataque em Paris tinha como alvo Charlie Hebdo, diz oficial

Paquistanês de 18 anos afirma que atentado foi motivado por caricaturas de Maomé publicadas pela revista satírica

26 setembro 2020 - 14h17
Ataque com faca deixou duas pessoas feridas em frente a sede da revista Charlie Hebdo, em Paris
Ataque com faca deixou duas pessoas feridas em frente a sede da revista Charlie Hebdo, em Paris - (Foto: Alain Jocard/AFP)
Fort  Atacadista - 21 ANOS

O principal suspeito de um duplo esfaqueamento em Paris disse aos investigadores que executou o ataque por causa de caricaturas do profeta Maomé recentemente republicadas pelo semanário satírico Charlie Hebdo, disse um oficial judiciário neste sábado. Duas pessoas ficaram feridas e sete pessoas estão sob custódia após o ataque de sexta-feira com um cutelo em frente aos antigos escritórios do jornal no leste de Paris. Autoridades de contraterrorismo estão investigando o episódio como um ataque extremista islâmico.

O Charlie Hebdo perdeu 12 funcionários em um ataque da Al Qaeda em 2015 realizado por extremistas nascidos na França contrários aos desenhos sobre o profeta. O jornal, que costuma zombar de figuras religiosas de todos os tipos, decidiu republicar as caricaturas um dia antes do julgamento sobre os ataques de 2015, que começou no início deste mês. A publicação atraiu ameaças de grupos militantes, bem como críticas de muçulmanos em vários países.

Questionado por investigadores, o principal suspeito reconheceu ter realizado o ataque e disse que tinha como alvo o Charlie Hebdo por causa das caricaturas, de acordo com um oficial próximo à investigação que não estava autorizado a ser citado publicamente sobre um caso em andamento.

O suposto agressor havia sido preso há um mês por transportar uma chave de fenda, mas não estava no radar da polícia por radicalização islâmica, disse o ministro do Interior, Gerald Darmanin. O ministro disse que a chave de fenda era considerada uma arma, mas não explicou o motivo. O suspeito chegou à França há três anos como menor desacompanhado, aparentemente vindo do Paquistão, mas sua identidade ainda está sendo verificada, disse o ministro. Outras sete pessoas foram detidas após o ataque de sexta-feira, mas uma delas foi liberada.

As duas pessoas feridas no ataque de sexta-feira, uma mulher e um homem que trabalhavam em uma produtora de documentários e haviam saído para fumar um cigarro, seguiam hospitalizados, mas sua condição era "tranquilizadora", disse o cofundador da empresa Luc Hermann à emissora France-Info. Fonte: Associated Press.

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