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Veículos

Fiat Doblò ganha novo visual e motor 1.4

24 novembro 2009 - 16h44
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  O carro ‘estranho’ da Fiat - como a própria marca define - caiu nas graças dos brasileiros e surpreendeu até mesmo a fabricante no número de vendas. Lançado em 2001, o furgão de passeio vende atualmente quase três vezes mais do que o único concorrente direto no mercado: o Renault Kangoo 1.6 (R$ 43.590).

  A boa diferença deu tranquilidade para a Fiat mudar o ‘jeitão’ do Doblò somente nove anos após a estreia do modelo no país. Apesar de trazer apenas retoques no visual, a tacada da marca são as novas versões com motor 1.4, o mesmo que já equipa o Palio, o Punto e a Strada. A nova motorização visa principalmente os taxistas que privilegiam preço, espaço e economia de combustível.

  Com o propulsor 1.4, agora são seis versões disponíveis, sendo quatro modelos destinados ao transporte de passageiros (1.4, 1.4 ELX, 1.8 HLX, 1.8 Adventure Locker) e dois para carga (1.4 Cargo e 1.8 Cargo). A versão de entrada tem preço sugerido de R$ 48.950 e chega a R$ 59.680 na topo de linha, a Adventure Locker, equipada com motor 1.8 e responsável por 55% do mix de vendas do furgão.

  A tentativa da marca foi deixar o nosso Doblò parecido com o modelo que roda na Europa. Há algumas semelhanças, como as linhas da carroceria mais inclinadas, formatos mais arredondados, grade frontal e para-choques remodelados e os novos conjuntos óticos dianteiro e traseiro. Mas só. A plataforma do modelo nacional continua a mesma e muito distinta da versão europeia. E, de acordo com a Fiat, permanecerá assim.

  Sem mudanças profundas, os defeitos e as qualidades são os mesmos. Se o visual ‘diferente’ não agrada a todos, na cabine é unânime a satisfação de quem está a bordo. O acesso é facilitado pelas portas corrediças e há espaço de sobra para até sete passageiros ou 665 litros de bagagem. A altura de 1,85 m do furgão da Fiat possibilita também a locomoção dos ocupantes dentro do veículo.

  Ao volante, esqueça a posição de dirigir dos automóveis convencionais. Guiar um Doblò lembra um caminhão, pela posição elevada do assento (mesmo sem ajuste de altura), o volante inclinado, a alavanca do câmbio no painel, os retrovisores externos verticais e a imensa área envidraçada na dianteira e nas laterais. A visibilidade é comprometida apenas na traseira, por causa do formato da carroceria.

  A vida a bordo também é facilitada pelos porta-objetos, copos e garrafas espalhados por todo o interior. O acabamento, que foi melhorado com revestimentos em todas as colunas, novos grafismos para o quadro de instrumentos e novos tecidos para os assentos, tem um bom aspecto, apesar de algumas rebarbas.

  Rodando, o motor 1.8 flex de 114 cavalos tem disposição de sobra para empurrar o carro de 1.330 kg. Mas com o propulsor 1.4, de 86 cv com álcool, falta fôlego ao furgão, principalmente com o ar-condicionado ligado. Vale a pena pela economia. Segundo a Fiat, o consumo do motor menor é de 12,2 km/l de gasolina no ciclo urbano, contra 10,8 km/l do motor 1.8.

  Pelo preço e espaço, o Doblò é uma boa opção para famílias grandes, já que custa menos do que as minivans. O Chevrolet Zafira, que também tem capacidade para até sete passageiros, parte de R$ 54.313, uma diferença de mais de R$ 5 mil para o furgão.

  Durante a apresentação do novo Doblò, a Fiat, que mais uma vez deve fechar o ano como líder de vendas de veículos no Brasil, anunciou outros 20 lançamentos para 2010. Quase dois modelos por mês. Haja mercado.

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