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INAUGURAÇÃO

Felicidade da cura na Oncologia agora é compartilhada

Agora os pacientes podem partilhar a vitória com os demais após superar as etapas do tratamento contra o câncer. Quando o paciente encerrar o seu tratamento, deve ler uma mensagem junto ao sino e batê-lo três vezes

31 maio 2017 - 16h50Da Redação
O sino foi doado por pacientes da oncologia que já alcançaram a cura
O sino foi doado por pacientes da oncologia que já alcançaram a cura - Divulgação
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Foi inaugurado na manhã desta quarta-feira (31), no setor de oncologia da Santa Casa de Campo Grande, o primeiro Sino da Superação de Mato Grosso do Sul. Agora os pacientes podem partilhar a vitória com os demais após superar as etapas do tratamento contra o câncer. Quando o paciente encerrar o seu tratamento, deve ler a seguinte mensagem junto ao sino e batê-lo três vezes: “Este sino representa a vida. Quando seu tratamento terminar, toque três vezes e anuncie ao seus companheiros: a vitória e dias melhores! Você é um(a) guerreiro(a) e venceu a batalha!”.

O sino foi doado por pacientes da oncologia que já alcançaram a cura. A idealizadora da doação foi a paciente Ivone dos Santos, 57 anos, artesã aposentada, em parceria com outras mulheres que estão com o mesmo propósito de vida. Ivone arrecadou o dinheiro para a compra do sino, hoje instalado. “Como já sabia da existência do sino em outros estados, comecei a pensar que se o paciente chegar aqui, ver aquele sino e acreditar que um dia irá ter a felicidade de toca-lo terá uma motivação a mais para lutar. Eu espero tocar este sino três vezes e de uma vez por todas”, fala emocionada.

Ivone conta que desde 2003 vem lutando contra a doença, mas nunca perdeu a esperança em dias melhores. “Descobri que estava com câncer de mama em 2002 para 2003, então passei por todo o tratamento e consegui me curar, mas em 2013 descobri um tumor no braço e veio a notícia de metástase. Quando soube fui ao fundo do poço. Só consegui me reerguer quando passei a pensar que eu tinha que esquecer a minha dor e olhar para a dor do outro”.

Para superar a dor de saber que estava com um novo câncer, Ivone teve a ideia de criar o grupo “Mulheres de Peito”. “Lá trabalhamos com terapia por meio do artesanato, além de conversarmos muito, trocarmos informações e darmos forças para quem está começando o tratamento, enfatizando que não é porque está com câncer que tem sentença de morte. Mostramos que tem tratamento e tem cura, como já obtive, e que também estamos na luta, buscando-a de cabeça erguida. Foi com esse grupo que consegui a arrecadação necessária para a aquisição do sino”, explicou.

A Oncologia da Santa Casa recebe diariamente cerca de 100 pacientes para consulta e tem cerca de mil pessoas em tratamento contra o câncer. O médico responsável pelo setor, Dr. Fabrício Colacino Silva, agradeceu o presente que o local recebeu das pacientes e afirmou que na maioria dos casos os pacientes superam a doença e o sino vem para mostrar esta vitória de cada um e dar força e motivação para os demais. “Hoje é um dia de muita alegria para nós. Um dia muito importante, pois a ideia partiu das próprias pacientes que nos presentearam com este sino que é um símbolo de vitória e de superação. Alguns dias damos notícia de que um tumor voltou, que infelizmente a eficiência do tratamento não foi suficiente, mas temos também dias de dar boas notícias, o que torna nosso trabalho melhor e motivador para os pacientes e familiares”, e prosseguiu, “esse sino dará um ânimo maior para o paciente que está aguardando a sua vez de anunciar a boa notícia e, além disso, será mais uma ferramenta contra o câncer. Queremos que este sino seja motivo de estímulo e motivação para todos e que eles sintam que a vitória é uma realidade. A partir de hoje, cada vez que o sino badalar nós vamos saber que tem alguém vencendo.  Isso é uma vitória do serviço de Oncologia e espero que a cada vitória de paciente nós renovemos nossas forças juntos”, declarou.

Em tratamento contra uma metástase, Rosicleia Fizinatto Magalhães, 42 anos, técnica de enfermagem, participante do grupo “Mulheres de Peito”, também apoiou desde o início a ideia de instalar o sino na Oncologia. Hoje, com os olhos cheios de lágrimas e olhando para o objeto, Rosicleia afirmou “é muito difícil lidar com a doença, mas temos que erguer a cabeça, aceitar o tratamento e acreditar na cura. Ver o sino ali me dá muita vontade de tocar ele e eu acredito muito que vou conseguir minha cura e alcançar a felicidade de fazê-lo. Estou na luta desde 2014, quando descobri o câncer de mama. No decorrer do tempo foram aparecendo metástases, mas eu tenho muita fé em Deus e não deixo que nada disso me abale”, finaliza. 

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TJ MS