27 de janeiro de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
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Ex-ministro apóia a proposta da Fiems de ampliação do prazo para pagar ICMS

Ex-ministro Mailson da Nóbrega, Jary de Castro, Tereza Cristina e Sérgio Longen
Ex-ministro Mailson da Nóbrega, Jary de Castro, Tereza Cristina e Sérgio Longen - Divulgação
MÊS DA ECONOMIA COMPER

O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, declarou, durante a cerimônia de lançamento do CMC (Comitê de Monitoramento da Crise) realizada no auditório térreo da Casa da Indústria, em Campo Grande, apoio à proposta da Fiems - Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul - de reivindicar junto ao Governo do Estado a ampliação do prazo para pagamento de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que hoje é de 30 dias.

Segundo o economista, os governos estaduais têm em mãos essa ferramenta que pode ser complementar ao esforço de estabilização. “O governador não precisa de autorização do Confaz, podendo alterar os prazos de recolhimento dos tributos e isso seria visto como uma coisa não populista, podendo durar um período muito curto, ou seja, só tempo de o crédito voltar a funcionar. O adiamento dos prazos de recolhimento seria uma espécie de ponte entre o momento atual e a normalização completa da oferta de crédito”, explicou.

Na avaliação de Maílson da Nóbrega, com a falta de crédito, muitas empresas bem administradas podem passar de uma situação de liquidez por uma de insolvência, gerando inadimplência. “Essa inadimplência generalizada é ruim para o Estado e para o País, por isso, quanto menor o risco disso acontecer, melhor será para a economia”, disse, defendendo que os governos de Mato Grosso do Sul e também de outros Estados adotem esse maior aumento do prazo de recolhimento do ICMS.

Ele também ressaltou a iniciativa da Fiems em municiar o setor produtivo sul-mato-grossense, a cada 15 dias, com informações sobre os efeitos da crise econômica mundial no Estado, propondo uma agenda positiva de ações para minimizar os impactos e fortalecer a ação das instituições. “O CMC pode sugerir e adotar medidas no que tange a cooperação com o Estado, seja dando para as empresas uma avaliação mais adequada do quadro dos índices, para evitar o risco de que elas entrem em desespero e adotem medidas de defesa que não se justificariam”, analisou.

O economista disse que o Comitê pode ser imprescindível no sentido de fornecer informações para que nenhum dos empresários caia em pânico e adote medidas que são prejudiciais a sua atividade e ao seu futuro. Ele ainda acrescentou que a criação do CMC demonstra o empreendedorismo inovador da Fiems para ajudar as empresas olharem de forma adequada o seu caixa e o seu mercado. “É importante que antes de tomar decisões elas se atentem para as informações fornecidas pelo Comitê e isso garantirá solidez no mercado”, garantiu.

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