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Em posse de Pazuello, Bolsonaro faz defesa de suas decisões na pandemia

O presidente voltou a criticar medidas adotadas por governadores, como o fechamento do comércio e de escolas

16 setembro 2020 - 18h10
O presidente Jair Bolsonaro e o general Eduardo Pazuello
O presidente Jair Bolsonaro e o general Eduardo Pazuello - (Foto: Adriano Machado / Reuters)

O presidente Jair Bolsonaro utilizou a cerimônia do general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde nesta quarta-feira, 16, para fazer a defesa de suas decisões na pandemia do coronavírus. Na sua fala, Bolsonaro voltou a criticar medidas adotadas por governadores, como o fechamento do comércio e de escolas.

"Hoje vemos que essa questão (da pandemia) poderia ter sido tratada de forma um pouco diferente, com pouco mais de racionalidade. Entendo que alguns governadores foram tomados pelo pânico proporcionado por essa mídia catastrófica que nós temos no Brasil. Não é uma crítica à imprensa, é uma constatação", disse, seguido de aplausos.

Bolsonaro também ressaltou que ações de governadores e prefeitos visavam impedir a contaminação de muitas pessoas ao mesmo tempo para não sobrecarregar hospitais. "Mas daí vem a pergunta: hospital atendê-las? Se não queriam sugerir um remédio? Que medida é essa?", disse. Ele criticou o fato de chefes locais não terem apresentado "soluções" para a pandemia e defendeu o uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra à doença.

Para reforçar seu posicionamento, o mandatário criticou decisões do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, relacionadas ao protocolo da hidroxicloroquina. O presidente chegou a mostrar uma caixa de hidroxicloroquina e questionar autoridades presentes que contraíram o vírus se utilizaram o remédio.

Sem detalhar ou citar fontes, o presidente voltou a repetir que 30% das mortes pela doença poderiam ter sido evitadas com o uso de cloroquina de forma precoce. Ele também defendeu a autonomia de médicos para recomendar o uso do medicamento em qualquer estágio da doença, parabenizando a classe. Bolsonaro não mencionou as mais de 133 mil mortes pela covid-19.

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