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Religião

'É uma emoção muito grande', diz Dom Orani após ser nomeado cardeal

13 janeiro 2014 - 07h33
Após o Papa Francisco anunciar neste domingo (12) que o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, será criado cardeal da Igreja Católica, o religioso disse em entrevista ao G1 que está muito surpreso e feliz com a notícia. Ele garantiu ainda que não sabia do anúncio:
"Realmente eu não sabia de nada, o Papa não avisou com antecedência. Foi uma emoção muito grande e uma grande responsabilidade", disse Dom Orani.
 
O novo cardeal pediu orações para todas as pessoas: "Tenho certeza que conto com as orações do povo de Deus para que eu possa desempenhar bem essa função".
 
 
Dom Orani afirmou: "Além de já ser uma missão universal do bispo, que tem a preocupação com toda a igreja, agora ela é muito mais, sendo do conselheiro próximo do Santo Padre e sendo responsável pela igreja no mundo inteiro".
 
"É uma grande responsabilidade e tenho certeza que o povo me ajudará nesse sentido", completou o ainda arcebispo após missa realizada na Paróquia Santos Anjos, no Leblon, Zona Sul da cidade.
 
Dom Orani explicou ainda que deve permanecer no Rio. "O Papa nomeia cardeais alguns arcebispos e até mesmo padres dependendo da situação. Ele nomeou outros cardeais que moram no Vaticano e nomeia alguns que não moram no Vaticano e continuam como arcebispos em seus próprios locais. Aapenas terão algumas funções em alguns conselhos, algumas reuniões em Roma mais vezes durante o ano. Até agora, que eu saiba, continuo no Rio".
 
Papa anunciou 19 cardeais
 
Foi a primeira vez que o pontífice anunciou nomes para este cargo da Igreja Católica desde que assumiu, em março de 2013. No total, serão 19 novos cardeais. Já havia a expectativa de que Dom Orani fosse nomeado desde antes da saída de Bento XVI, mas a renúncia do Papa atrasou a nomeação que manteve a tradição na arquidiocese.
 
O pontífice argentino deve reunir em consistório os cardeais do mundo inteiro em 22 de fevereiro, quando os nomes anunciados neste domingo receberão o título.
 
Considerados os "senadores" ou "príncipes" da Igreja Católica, os cardeais têm a função de auxiliar o Papa em suas decisões, assumindo por vezes cargos na Cúria Romana, a administração da Igreja. Eles também participam, até completarem 80 anos, do Conclave, reunião secreta cujo objetivo é escolher um novo Papa.
 
A timidez e a capacidade de conciliação estão entre principais características de Dom Orani, que está à frente da Arquidiocese do Rio desde 2009. Filho caçula dos Tempesta, família com nove filhos descendente de italianos e católica fervorosa, o religioso nasceu em São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, em 1950.
 
Ficou em evidência em julho passado ao ser anfitrião do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, recém-eleito no conclave como Papa Francisco, durante a visita oficial ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude.
 
O desafio era grande: trabalhar para receber milhões de fiéis brasileiros e do exterior, e ainda lidar com problemas estruturais, como a transferência de eventos do Campo de Guaratiba, afetado pela chuva, para a Praia de Copacabana.
 
Segundo familiares e amigos de Dom Orani, a forma serena como conduziu a JMJ pode ter influenciado Francisco na escolha pelo brasileiro para um dos cargos de “príncipes” da Igreja Católica – posição que só fica abaixo do próprio Papa.
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