19 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Alimentação

Dia da Gula alerta para a ditadura da magreza

Fort  Atacadista - 21 ANOS

  Mais do que deboche, a data alerta pais e adolescentes para doenças relacionadas a distúrbios alimentares que se agravam com o passar dos anos.

  A pressão de uma sociedade cada vez mais competitiva, o estresse e experiências de vida traumáticas, associadas ao culto do corpo perfeito têm levado muita gente, a maioria mulheres, a maltratar seu organismo, seja passando fome ou comendo em excesso. Esse comportamento alimentar pode levar ao emagrecimento extremo (caquexia) ou à obesidade, entre outros problemas físicos e incapacidades.

  A mídia e os estéreotipos de beleza da vez também atuam a favor de um visual que sacrifica adolescentes. As capas de revistas atuais exibem corpos “magros” e cabelos lisos.

  O resultado? Jovens insatisfeitos que participam de longas horas de academia e dietas rigorosas sem acompanhamento médico.

  O desencadeamento desse comportamento até se tornar doença é silencioso e pode ser gerado por fatores biológicos e psicológicos. Para os pais, há a dificuldade de diagnóstico, já que as condutas diferenciadas em relação ao alimento são feitas as escondidas.

  Fardo

  A obesidade é classificada como a segunda doença que mais mata no mundo.Um artigo da Organização Panamericana de Saúde publicado na edição de maio de 2003 do Pan American Journal of Public Health, na América Latina,diz que quase 30% dos adultos são obesos.

  As grandes capitais são as que apresentam maior número de pessoas com excesso de peso, fatores que influenciam são: a saída da mulher para o mercado de trabalho; a distância do trabalho até a casa, com o aumentado as refeições rápidas, ou seja, os famosos Fast food.

  Anorexia Nervosa

   Os principais sintomas da doença são: perda de peso em um curto espaço de tempo, alimentação e preocupação com peso corporal tornam-se obsessões, crença de que se está gordo, mesmo estando excessivamente magro, parada do ciclo menstrual (amenorréia), comer em segredo e mentir a respeito de comida, exercícios físicos em excesso. Progressivo isolamento da família e amigos.

  Entre as complicações médicas estão: desnutrição e desidratação, hipotensão, anemia, redução da massa muscular, intolerância ao frio, motilidade gástrica diminuída, amenorréia (parada de ciclo menstrual),osteoporose e infertilidade em casos crônicos.

Bulimia

  Essa doença é diagnosticada por pessoas que apresentam ingestão excessiva de alimentos, mas temendo engordar e para compensar os exageros, força a  "desintoxicação" por meio de vômitos, diuréticos e laxantes.

   Esse distúrbio pode causar insuficiência cardíaca, desgaste no esmalte dos dentes devido ao ácido clorídrico do vômito, inflamação no esôfago, desinteresse sexual e, em casos extremos, ruptura do estômago.

  Em entrevista a revista Trip Para Mulheres – TPM - a atriz, Cássia Kiss deu seu depoimento sobre a sua doença, " ... a bulimia veio por causa da minha falta de afeto, da minha solidão. Entrava num restaurante e ia para o banheiro. Saía toda inchada, vermelha, com o olho lacrimejando. Você enfia qualquer coisa na sua garganta para botar aquilo pra fora. Machuca a garganta, sangra. É uma merda. Quem entra nessa tem que dar um jeito de sair. Eu saí sozinha, sem ajuda e sem dizer pra ninguém. Parei quando fiquei grávida, aos 38 anos, do meu primeiro filho, o Joaquim."

Na TV

  Da anorexia surgiram outras doenças – tão novas quanto suas vítimas. A drunkorexia – em que os indivíduos preferem beber a comer - é abordada por um dos personagens da novela “Páginas da Vida”. Renata (Bárbara Paz) é uma aspirante a modelo que não se alimenta para emagrecer e se refugia no álcool para esquecer suas frustrações. O efeito da bebida é então potencializado pela falta de alimento no organismo.

Nas passarelas

  Felizmente alguns países já começaram a tomar consciência da gravidade deste problema. Por exemplo, na Espanha, foi proibido o desfile de modelos com um índice corporal inferior ao equivalente a 56 quilos para 1,75 metros de altura, com base num critério sanitário estabelecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

  No Brasil, a SPFW realiza desde 2007 uma campanha de esclarecimento com as modelos a respeito de distúrbios alimentares. O evento também faz um controle sistemático das modelos que participam dos desfiles. Elas devem fornecer à organização atestado de saúde, documentação de trabalho e autorização judicial, se forem menores de idade. “Fomos pioneiros em tomar uma atitude sobre isso, como também em incluir sistematicamente os afrodescendentes nos desfiles”, conta.

   Borges diz que, nesta edição da SPFW, duas modelos já foram impedidas de participar dos desfiles porque eram menores de idade e não tinham autorização judicial. “Fazemos o controle, mas não a seleção das modelos que participam. Isso compete às grifes, aos estilistas. Não somos coniventes com as escolhas feitas por eles, mas a escolha não está em nossas mãos.

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