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Defesa Civil orienta coordenadoria de Coxim no levantamento de danos causados por temporais

8 dezembro 2009 - 17h22
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  O alto índice pluviométrico fez transbordar o Rio Taquari em alguns pontos.

  O suporte técnico vai ajudar a Prefeitura e a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) a verificar se cabe decretação de emergência. Paralelo a esse trabalho, a unidade do Corpo de Bombeiros e das Polícias em Coxim, que fazem parte da Comdec, estão auxiliando nas primeiras providências aos atingidos pelos temporais.

  Até o momento, o município encaminhou à Defesa Civil Estadual a Notificação Preliminar de Desastre (Noprede). De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e Coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel Ociel Ortiz Elias, o primeiro levantamento aponta que nos oito primeiros dias de dezembro choveu 252 milímetros, ultrapassando a média histórica de todo o mês, que é de 240 milímetros. Somente no domingo, a chuva atingiu 98 milímetros, e na segunda feira, 107 milímetros.

  Os bairros mais afetados foram Piracema, Santo André, Mendes Mourão, Primeiro de Maio, além de áreas do centro, nas ruas Presidente Vargas, André Magro, Rio Verde e Cuiabá. “Segundo essas informações, há 350 desalojados – que são aquelas pessoas que saíram de casa e estão hospedadas com amigos ou familiares –, e 50 desabrigados, que não têm para onde ir e precisam ficar sob a custódia do poder público, em abrigos”, explica o coronel Ociel.

  O número total de afetados direta ou indiretamente é de aproximadamente 1.600 pessoas, incluindo famílias que não chegaram a ter as casas invadidas pelas águas, mas estão atingidas – alagadas ou danificadas mais seriamente – é de cerca de 300.

  “Depois da Notificação preliminar, o município precisa fazer o Avadan, documento de Avaliação de Danos, que tem informações precisas sobre os prejuízos. Com esses dados a Coordenadoria Estadual vai verificar se é ou não caso para decretação de emergência, e orientar sobre os procedimentos para obter a homologação do Estado e da Defesa Civil nacional”, explica o coronel.

  O reconhecimento leva em conta se os prejuízos são suportáveis pelo município, ou se a extensão dos impactos requer auxílio financeiro dos governos estadual ou federal.

  Enquanto oferece apoio técnico para análise da condição de emergência, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil auxilia no atendimento imediato aos moradores afetados. O Corpo de Bombeiros e as Polícias Militar e Miliar Ambiental integram a defesa civil municipal e participam do socorro.

 

O coronel Ociel explica que o funcionamento de uma coordenação local de Defesa Civil é essencial para que qualquer município requeira recursos federais em casos de desastres, e que, com incentivo do órgão estadual, todos os municípios de Mato Grosso do Sul instalaram suas coordenadorias.  “Esse foi um trabalho intenso eu fizemos, de orientação e de treinamento de pessoal, que é constante. Caso contrário, o município não pode receber recursos”.

 

Em outra frente de atuação, a Defesa Civil estadual está monitorando condições climáticas e repassando boletins informativos a Coxim. Nesta semana, uma chuva forte pode voltar a atingir o município na quinta-feira.

 

De acordo com o coronel Ociel, dados do Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemdec) prevêem que entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010 as chuvas serão intensas, especialmente nas regiões Norte e Bolsão, com o volume superando em até 40% a média histórica para o período.

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