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CRO traz odontopediatras para divulgar o Guia de Orientação de Saúde Bucal do Bebê

Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter, Silvano Silvestre Silva e Antonio Ferelle
Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter, Silvano Silvestre Silva e Antonio Ferelle - Divulgação
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O Conselho Regional de Odontologia (CRO/MS) trouxe a Mato Grosso do Sul dois grandes especialistas em odontopediatria, Luiz Reynaldo Figueiredo Walter e Antonio Ferelle. Na semana passada eles proferiram palestras em Campo Grande e Três Lagoas, numa iniciativa que teve apoio da Secretaria de Saúde e outras entidades.

Os temas abordados foram “Odontologia do Bebê para o Clínico Geral” e “Traumatismo na Dentição Permanente em Crianças”. Segundo o presidente do CRO/MS, Silvano Silvestre, eles são responsáveis pela formulação de um programa de saúde bucal nos primeiros anos de vida e que hoje já foi incorporado aos programas de saúde da família. O objetivo das palestras foi esclarecer dúvidas de profissionais, clínicos gerais e acadêmicos do último ano de odontologia.

Para Luiz Reynaldo Figueiredo Walter, que falou sobre a educação bucal para bebês, é importante o acompanhamento odontológico a partir do nascimento como forma de prevenir o aparecimento de cáries e garantir que a criança terá uma dentição saudável. O trabalho envolve também os pediatras. Numa iniciativa do Conselho Regional de Odontologia do Paraná, Sociedade Brasileira de Odontopediatria, Sociedade Paranaense de Pediatria, Sociedade Brasileira de Pediatria e Núcleo de Odontologia para Bebês da Universidade Estadual de Londrina, foi lançado em junho o guia com orientação para a saúde bucal de bebês, o manual está sendo distribuído em todo o país entre os profissionais médicos e odontólogos.

Luiz Reynaldo acredita que esse trabalho preventivo possibilita que 90% das crianças cheguem aos seis anos sem cárie. Ele é doutor pela Universidade Estadual de Londrina, atualmente é professor titular da Universidade Norte do Paraná e faz parte do Grupo de Odontologia para Bebês da Universidade Estadual de Londrina.

Confira os principais trechos da entrevista que o Doutor Luiz Reynaldo Figueiredo concedeu à Crítica:

Periodicidade - Nos três primeiros anos de vida, o acompanhamento odontológico deve ser de três em três meses. De três a seis anos de idade, a periodicidade é de seis em seis meses. Mas dependendo da necessidade de cada um, essa matriz de atenção se altera. Em média, a criança vai ao pediatra de quatro a oito vezes ao ano. Esse acompanhamento também deve existir em relação ao dentista.

Guia de Orientação - É fundamental que a população tenha acesso a esse guia. Se a criança nasce com defeitos na boca, o pediatra vai saber para quem encaminhar. O aleitamento materno deve ir até os seis meses. E o desmame deve ocorrer até um ano, porque a criança já tem dente e a fisiologia dela mudou de sucção para mastigação.

Modelo de Londrina - Em Londrina que é o modelo padrão, as mães que integram os grupos de acompanhamento recebem orientação odontológica. E isso ocorre tanto na Bebê Clínica que é uma unidade grande central como nas unidades básicas de saúde. Mais de 30 mil crianças são atendidas, o que garante que mais de 90% das crianças cheguem aos seis anos de idade sem cárie.

Prevenção - Durante a gravidez, a mãe tem que entender que a saúde dela é fundamental, porque se ela tem saúde o filho vai ter. A saúde da mãe é a base, porque se tem mãe saudável, vai ter filho sadio.
Já a questão do traumatismo na dentição permanente em crianças foi abordada por Antonio Ferelle, que é doutor em Ciências Odontológicas pela Universidade de São Paulo e atualmente é professor da Universidade Estadual de Londrina, dentre outras instituições.

Veja o que o Doutor Antonio Ferelle falou a respeito do assunto na entrevista a seguir:

Pronto atendimento e tipos de traumatismo - Quando uma criança, entre nove e onze anos, cai e avulsiona (perde) o dente, deve ser feito alguns procedimentos. O passo mais importante é lavar o dente e recolocá-lo na posição, daí sim procurar o dentista. Segurá-lo na posição até encontrar um dentista é o ideal, mas se não tiver condições ou medo deve colocá-lo num copo com leite e aí procurar um dentista. Mas quanto menor o tempo para recolocá-lo no local, maior a possibilidade de não fazer implante. Se caso quebrar um pedaço do dente, pode com todas essas resinas que existem no mercado hoje, reconstruir um dente igualzinho, o material está sofisticado. Então temos muita facilidade hoje de restaurar um dente.

Outro traumatismo é se a criança cair, bater a boca e o dente “entrar” até o final da gengiva. Então temos que resgatá-lo e trazê-lo de volta para o lugar, e com certeza vai ter que passar por um tratamento de canal. Ou ainda há possibilidade de cair, “afundar” o dente pra dentro da boca e fraturar a raiz do dente. Nesse caso, tem que amarrar o dente até que haja uma consolidação, unir a parte fraturada da raiz com a outra parte.

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