19 de janeiro de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
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Crise Mundial

Crise nos EUA força as empresas a reduzirem os empréstimos consignados

A crise econômica do Estados Unidos, com reflexos mundial, acertou em cheio os empréstimos consignados, que nos últimos meses sofreram forte queda. O resultado é que as corretoras de crédito estão demitindo funcionários para enxugar custos e buscando novas alternativas e o aumento da produtividade para compensar as perdas na comissão. A proprietária da Nipo Cred, Lílian Dourado Gomes, conta que além do aumento da taxa de juros, as comissões caíram drasticamente. “Tem casos em que era de 16% e estamos recebendo de 3% a 5%”, conta. A empresa, que contava com 16 funcionários até o mês de fevereiro, hoje tem apenas oito.

Segundo a empresária, os bancos redirecionaram o foco porque o retorno do empréstimo consignado não tem sido mais considerado interessante. “É um dinheiro muito barato e o banco precisa de um tempo longo para ter o retorno”, diz. A empresa já está atuando no consórcio imobiliário.

O proprietário da Mister Cred, Eriwelton Edson Maldonado, atribui a redução das comissões para operações de crédito consignado ao compasso de espera imposto pela crise mundial. “Muito desses recursos que os bancos disponibilizam para crédito são captados de fora e devido à crise o banco receou em disponibilizar a uma taxa que não era muito viável”, afirma o empresário.

Apesar de achar que o baque seja momentâneo, o Maldonado afirma que não pretende simplesmente esperar que o ritmo anterior seja restabelecido. “A gente sempre pensa em ampliar o leque de atividades, estamos estudando outras propostas agregar novos segmentos”, afirma. O empresário tem duas lojas: uma em Campo Grande e outra em Miranda e conta que também precisou reduzir o quadro de funcionários para atravessar o período de dificuldade.

Gustavo de Souza, da Apoio Crédito, acredita que se o consignado deixou de ser a vedete dos bancos, o crédito imobiliário, que exige prazos mais longos para amortização e taxas menores de juros, deve sofrer ainda mais dificuldades. “Ficou mais caro para o banco captar esse recurso no mercado externo e ele não pode repassar o aumento no juros”, diz. Agora, a alternativa para quem sobrevive do mercado, como é seu caso, é de “dobrar a produtividade para manter a renda”.

Dados do Banco Central indicam que a concessão de crédito consignado (com desconto na folha de pagamento) está em queda. Nos 12 meses fechados em agosto, as novas concessões caíram 18,3% no País.

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