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SUMIÇO DE VACINAS

CPI da Vacina confronta dados e investiga denúncias de funcionários da Sesau

Relator, vereador Dr. Lívio, ouvirá coordenadora do Programa Nacional de Imunizações

16 junho 2016 - 11h59DA REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA
CPI da vacina durante reunião nesta quarta-feira (15)
CPI da vacina durante reunião nesta quarta-feira (15) - Divulgação

Os vereadores membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o desaparecimento de doses de vacina contra a gripe H1N1 da rede pública de saúde de Campo Grande, a chamada CPI da Vacina, se reuniram nesta quarta-feira (15), na Câmara Municipal, para definir os próximos passos das investigações.  O colegiado é composto pelos vereadores Alex do PT (presidente), Dr. Livio (relator), Vanderlei Cabeludo, Engenheiro Edson e Chiquinho Telles. 

 Segundo o relator do grupo de trabalho, Dr. Lívio (PSDB), estão sendo analisados dados referentes ao quantitativo de doses das vacinas recebidas, relatórios das secretarias Estadual e Municipal de Saúde, que detalham onde e quando as vacinas foram aplicadas, além de denúncias de funcionários da secretaria. 

"Temos recebido denúncias sérias de que houve vacinação em desacordo com o que determina o Ministério da Saúde, inclusive com relação ao público que foi vacinado", explicou Dr. Lívio. Ele informou que acompanhará a sindicância instaurada pela Sesau.  

A imunização deveria priorizar os chamados grupos de risco – crianças de seis meses a menores de cinco anos, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. "Temos que saber as circunstâncias e quais pessoas foram vacinadas, e porque os funcionários foram orientados a vacinar esse ou aquele", ponderou. 

O relator informou ainda que ouvirá a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, possivelmente já na próxima semana. A oitiva deverá ser realizada por teleconferência. "Pretendemos fazer assim devido à dificuldade de agenda, porque a coordenadora tem compromissos, e também é uma forma de otimizarmos os recursos públicos, evitando deslocamentos", explicou Dr. Lívio.  

O Ministério Público Estadual (MPE) também instaurou inquérito para investigar o sumiço das vacinas, após denúncias de que não havia doses nas unidades de saúde da cidade. 

A Comissão também já expediu ofícios solicitando informações sobre as vacinas. Os vereadores buscam detalhes, junto ao Instituto Butantan, sobre o número de vacinas entregues em Campo Grande, bem como as datas e comprovantes, e vão solicitar a presença de um técnico do órgão para oitiva da CPI, na próxima semana. 

“Primeiro, queremos quantificar as doses desaparecidas. Temos um número divergente: entre 3 mil e 30 mil. Temos recebido denúncias sérias de funcionários e familiares sendo vacinados fora do que preconiza o Ministério da Saúde”, disse o vereador Dr. Lívio, relator da CPI.  

“Não é uma caça às bruxas. Queremos que apareçam as vacinas. Só queremos saber onde foram parar as vacinas. Essa comissão tem responsabilidade com a vida das pessoas”, emendou Chiquinho Telles. 

Denúncias para a CPI podem ser encaminhadas pelo e-mail denuncia@camara.ms.gov.br. Confirma os ofícios encaminhados ao Instituto Butantan, Polícia Civil, SES e SESAU. 

As reuniões de trabalho da CPI da Vacina estão sendo realizadas às segundas e quartas-feiras, a partir das 15h, no Plenário Edroim Reverdito, na sede da Casa de Leis. Denúncias podem ser encaminhadas via e-mail: denuncia@camara.ms.gov.br.

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