29 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Convênio amplia atendimento para portadores de Síndrome de Down

Alunos da entidade interagem com voluntários e professores
Alunos da entidade interagem com voluntários e professores - Taty Santinoni
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Há 16 anos Maria Lúcia Fernandes procurava atendimento para o filho recém nascido, Juliano Varela, que portava a Síndrome de Down.

Na época em Campo Grande não existia atendimento especializado para essas crianças especiais e a Maria Lúcia teve que dar início ao tratamento do filho no Rio de Janeiro.

Hoje, o cenário mudou. As mães campo-grandenses agora podem contar com o setor de estimulação precoce da Sociedade Educacional Juliano F. Varela, que atende crianças de 0 a 3 anos que apresentam Síndrome de Down. A instituição, desde julho deste ano, firmou convênio com a Secretaria de Estado de  Saúde (SES) e ampliou o número de atendimentos. “Antes dessa parceria sempre trabalhávamos com poucos recursos. Agora conseguimos aumentar nossos recursos materiais, aparelhos de fisioterapia e contratamos novos profissionais”, comemorou a coordenadora  do programa de saúde, Michele Abdo.

Segundo ela, o objetivo do programa é trabalhar as funções, habilidades motora, cognitiva e mental além de desenvolver a postura, equilíbrio e autonomia das crianças. “Conseguimos resultados por meio de uma equipe multidisciplinar integrada por psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais”, explicou.

Os atendimentos na Sociedade Educacional Juliano F. Varela ocorrem no período matutino, às segundas, quartas e terças-feira. As crianças carentes são atendidas gratuitamente. “É muito importante que as mães dêem continuidade no tratamento. Muitas desistem no decorrer do tempo. Aqui as crianças têm a possibilidade de freqüentar a educação infantil e o ensino fundamental. Fazemos este trabalho por que a maioria dos professores das escolas normais não possuem a capacitação necessária para atender estas crianças”, afirmou Michele. A instituição oferece também atividades extras como capoeira, informática, dança, natação e reciclagem.

A psicóloga destacou ainda que a desinformação nas questões relativas à Síndrome de Down ainda é grande e a estimulação precoce é o primeiro passo para as crianças especiais atingirem um bom desenvolvimento. “Queremos inserir estes alunos na sociedade, capacitando-os para terem uma vida normal.

Juliano Varela até hoje freqüenta a Sociedade Educacional. Sua mãe Maria Lúcia foi a grande idealizadora do projeto, colhe os frutos da saúde de seu filho e ainda ajuda na disseminação de novas sementes de esperança.

 

Mais informações da Sociedade Educacional Juliano F. Varela no telefone (67) 3026-8828, no e-mail socjv@terra.com.br ou na avenida Noroeste, 6513.

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