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Geral

Comissão da OAB realiza vistoria em mais duas unidades prisionais da Capital

17 janeiro 2014 - 16h51
Divulgação

As condições dos presos de mais duas unidades prisionais de Campo Grande (MS) foram verificadas nesTa sexta-feira (17), pela Comissão Provisória do Sistema Carcerário de MS. A vistoria teve início na quinta e segue, na próxima semana, pelo interior do Estado. O objetivo é elaborar um relatório apontando uma radiografia dos presídios no Estado. O documento será entregue para o Conselho Federal que irá reunir relatórios de todas as seccionais do País.

A visita desta sexta-feira foi feita no Presídio de Trânsito e no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi. No Presídio de Trânsito as 49 celas que deveriam abrigar até 188 presos, acomodam 499 apenados. No Estabelecimento Penal Feminino, onde convivem 386 presas, são apenas 13 celas, com capacidade máxima para atender 231 mulheres. “Evidenciamos, mais uma vez, que a situação é alarmante. Já imaginávamos a gravidade, pois os dados nos revelavam a superlotação. Com o apoio do Conselho Federal vamos buscar saídas para esse problema”, disse presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues.

O vice-presidente da Comissão Provisória do Sistema Carcerário da OAB/MS, que é integrante da Coordenação de Acompanhamento do Sistema Carcerário do Conselho Federal da OAB, Luiz Carlos Saldanha Junior, relata que a superlotação é preocupante. “É um depósito humano com uma condição degradante. No feminino a situação é mais grave com internas grávidas dormindo no chão, com os filhos e filhas das detentas sem um espaço pedagógico e lúdico. Uma verdadeira desolação. As crianças sobrevivem por doações”, relata Saldanha.

Para o presidente da Comissão, Carlos Magno Couto, a imagem  encontrada nos alojamentos do presídio feminino “nos pareceu um regresso à idade média. A cobertura dos alojamentos é de telha de amianto, gerando um calor excessivo, com total insalubridade e falta de ventilação. Algumas presidiárias cumprem pena em lugares inadequados, como por exemplo, em ‘cela forte’, em razão de serem rejeitadas por outras detentas pelos crimes que praticaram”, diz.

O secretário-geral da Comissão, Márcio Widal, e o membro Mauro Sandres, membro da Comissão, acompanharam as visitas desta sexta.

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