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Comércio

Comércio crescerá 500% na região da nova rodoviária de CG

7 outubro 2009 - 17h59
Denilson Secreta
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  O prefeito Nelson Trad Filho inaugura hoje a nova rodoviária de Campo Grande. Batizada como Terminal Senador Antonio Mendes Canale, o novo empreendimento, localizado à Avenida Gury Marques (BR-163), na saída para São Paulo, está numa área de quase 100 mil m² e 6,5 mil m² de área construída, e vai contar com 25 plataformas, 38 guichês, 12 salas comerciais, caixas eletrônicos, centro de atendimento ao turista, entre outros.

  A nova obra deve mudar muito o perfil comercial da região. Segundo um levantamento da Fecomércio/MS – Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul, nos próximos cinco anos a previsão é que haja um crescimento de 500% em micro, pequenos e médios negócios nos ramos de comércio e serviços, bem como a retomada da atividade de outros empreendimentos que já estavam em dificuldade ou parados devido ao perfil da região.

 Segundo o vice-presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo, a nova rodoviária está bem posicionada entre bairros desenvolvidos, com estruturas acima das expectativas de comércios da periferia. No entanto, tem um entorno livre, semi-desocupado, o que propiciará, em curto espaço de tempo, a ocupação com pontos comerciais que necessitam de um grande movimento de pessoas.

  “A região da BR-163, da fábrica da Coca-Cola para frente, sempre teve um comércio que não exigia um grande movimento de pessoas. Geralmente eram ligados à venda e manutenção de caminhões, máquinas agrícolas e automóveis. 

  O levantamento também apontou que o comércio de regiões próximas, como o Bairro Universitário e Vila Pioneira, por exemplo, sentirão também os benefícios. Alguns empreendimentos, inclusive, terão que mudar para se adaptar ao novo perfil da região.

  Um exemplo são alguns motéis próximos que poderão ter maior lucratividade tornando-se hotéis e oferecendo acomodações e serviços para turistas, executivos e famílias.

Velha rodoviária

  Uma das preocupações, entretanto, da Fecomércio/MS, é a situação da atual rodoviária, que fica no centro da cidade. Desde o início desse ano a instituição vem promovendo reuniões e debates com a Planurb e os comerciantes do terminal e proximidades para uma solução que não torne a região ainda mais degradada.

  “O problema é que a rodoviária é um empreendimento privado que tem 170 proprietários e que a Prefeitura é dona de apenas 10% do total. Para que haja um projeto organizado, é preciso que todos os proprietários dos pontos estejam de acordo com as mudanças”, enfatiza o vice-presidente da Fecomércio/MS.

  Em julho desse ano, a Fecomércio e outras dez entidades entregaram ao prefeito Nelson Trad Filho um documento com várias propostas. Entre eles estão a reativação do terminal para o transporte coletivo urbano com acesso facilitado dos pedestres à área central, a criação de um terminal rodoviário turístico com a função de recepção das chegadas e saídas para as rotas turísticas estaduais, nacionais e internacionais, recepção de vans com autorização da Agepan, concentrar a chegada e saída do City Tour municipal, além do translado direto com a nova rodoviária e aeroporto.

  Quanto ao Centro Comercial, a parceria Público/Privada transformaria o local em uma grande exposição permanente da produção industrial do Estado, nos ramos da moda e vestuário, confecções de couro, da alimentação, do artesanato de todo Estado e, outros serviços agregados, criando um pólo comercial da capital e atendimento a população do interior e aos turistas que chegam a capital para conhecer a nossa produção e os costumes culturais.

  Os espaços dos antigos cinemas seriam adaptados para auditórios com apoio logísticos para eventos, palestras, seminários, shows musicais e teatrais. Além disso, seria criada uma praça de alimentação com restaurantes, lanchonetes e cafés com ênfase na gastronomia regional.

 

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