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Com mais de 7 mil mortes por covid-19, Suécia diz não precisar de máscaras

Principal epidemiologista do país europeu deu a declaração um dia depois de a OMS ampliar as recomendações sobre o acessório

3 dezembro 2020 - 17h19
Suecos fazem piquenique em parque de Estocolmo: escolas de ensino médio serão fechadas
Suecos fazem piquenique em parque de Estocolmo: escolas de ensino médio serão fechadas - (Foto: Andres Kudacki/The New York Times)

A Suécia ainda não precisa de máscaras, afirmou Anders Tegnell, o principal epidemiologista sueco, nesta quinta-feira, 3, quando as mortes decorrentes da pandemia de coronavírus passaram de 7 mil - e um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ampliar as recomendações sobre máscaras.

Na quarta-feira 2, a OMS havia dito que, onde a epidemia estiver se disseminando, as pessoas - incluindo crianças e alunos de 12 anos ou mais - deveriam usar máscaras sempre em lojas, ambientes de trabalho e escolas que não têm ventilação adequada e quando receberem visitas em casa em cômodos pouco ventilados.

Mas a Agência Sueca de Saúde, essencialmente a favor da estratégia contrária ao lockdown do país, não chegou a recomendar as máscaras, citando os indícios frágeis de sua eficácia e os temores de que essas possam ser usadas como desculpa para as pessoas não se isolarem quando tiverem sintomas.

"Máscaras podem ser necessárias em algumas situações. Estas situações não surgiram na Suécia ainda, de acordo com nosso diálogo com (os serviços de saúde das) regiões", disse Tegnell, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira. "Todos os estudos até agora sugerem que é muito mais importante manter a distância do que ter uma máscara", disse.

Na tentativa de conter uma segunda onda, o primeiro-ministro, Stefan Lofven, anunciou nesta quinta-feira que as escolas de ensino médio serão fechadas por um mês, e as aulas serão ministradas a distância. "Fazemos isso para conter os contágios", explicou o chefe de governo, acrescentando que a medida será aplicada de segunda-feira até o reinício das aulas, em 6 de janeiro.

Na primeira onda, as escolas secundárias ficaram fechadas de meados de março a meados de junho. Jardins de infância, escolas de ensino fundamental e estabelecimentos de ensino superior permaneceram abertos, como é o caso hoje. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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