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Brasil

Com Aloizio Mercadante, Casa Civil deve ganhar mais peso político

31 janeiro 2014 - 07h10
O Palácio do Planalto anunciou nesta quinta-feira (30) a transferência do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, 59 anos, para o comando da Casa Civil. O petista paulista irá substituir Gleisi Hoffmann, que deixa a Esplanada dos Ministérios para se dedicar a sua provável candidatura ao governo do Paraná.
 
Segundo a nota divulgada pela Presidência, a posse de Mercadante e de outros dois ministros (Educação e Saúde) ocorrerá na próxima segunda-feira (3), às 11h, no Planalto. As transmissões de cargo serão feitas em cada um dos ministérios no mesmo dia, à tarde.
Segundo o G1 apurou, com a ida de Mercadante para a Casa Civil, a pasta deve voltar a ganhar contornos políticos mais amplos, como os que tinha no início do governo Dilma Rousseff, na época em que Antonio Palocci estava à frente do ministério.
 
Além de coordenar os principais programas do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o novo chefe da Casa Civil terá mais autonomia para negociar com o Congresso Nacional. Além disso, Mercadante deverá fazer a interlocução entre o Planalto e os responsáveis pela campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff.
 
Apesar de a troca só ter sido oficializada nesta quarta-feira, o processo de transição na Casa Civil já havia sido deflagrado na última sexta (24), quando Gleisi interrompeu suas férias e passou horas reunida com o substituto nas dependências do ministério. Desde a semana passada, Mercadante já despachava em uma sala no quarto andar do Palácio do Planalto, na qual começou a tomar conhecimento dos projetos coordenados pela Casa Civil.
 
Perfil
 
Aloizio Mercadante nasceu em Santos (SP), em 13 de maio de 1954. Ele se formou em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). O novo chefe da Casa Civil tem mestrado e doutorado na área econômica e é professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas.
 
A vida política de Mercadante começou em 1975, quando ele foi presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Foi ainda presidente da Associação de Professores da PUC-SP e vice-presidente da Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes).
 
Mercadante é um dos quadros do PT que fez parte da fundação da sigla. Em 1982, foi coordenador de programa de governo e de campanha ao governo de São Paulo. Em 1989, 1994 e 1998, coordenou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, sendo que, em 1994, foi vice na chapa de Lula.
 
O novo ministro da Casa Civil foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos (entre 1991 e 1995, e entre 1999 e 2003) e senador, entre 2003 e 2010. Nesse período, foi líder de governo, líder do PT e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos. Como deputado, participou da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Collor e do Orçamento.
 
Em 2010, o petista foi candidato ao governo de São Paulo, mas perdeu para o opositor tucano, Geraldo Alckmin. Após a derrota, Mercadante foi convidado, por Dilma Rousseff, a assumir o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
Ministério da Educação
 
Quando o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, se afastou do Ministério da Educação, em 2012, Mercadante foi o escolhido para substituí-lo. Não era a primeira opção da presidente Dilma Rousseff, que pensou em escolher o então secretário-executivo da pasta, José Henrique Paim. Dilma acabou sendo convencida de que seria melhor escolher nome com mais peso.
 
À frente do MEC, Mercadante ganhou mais confiança de Dilma. Em pouco tempo, já participava das principais reuniões de articulação do governo. No ano passado, assumiu a articulação com o Congresso Nacional na negociação de matérias importantes, como a medida provisória dos Portos e dos royalties para a educação.
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