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Internacional

China reforça segurança depois de ataque no sul do país

5 março 2014 - 13h40
Cassems
Nos dias anteriores à celebração da sessão anual da Assembleia Popular Nacional chinesa, sempre há um incremento da presença policial e das medidas de segurança em muitas partes do país. O encontro, que dura em torno de duas semanas, começa nesta quarta-feira, mas neste ano as medidas de vigilância foram redobradas, em razão de ataque de uma dezena de pessoas armadas com facas na estação de trem de Kunming (capital da província de Yunnan) no sábado à noite, no qual morreram 29 pessoas, além de quatro dos assassinos.
 
As autoridades afirmam que foi “um ataque terrorista levado a cabo por forças separatistas de Xinjiang”, região autônoma do Oeste da China, lar da minoria muçulmana uigur. Mais de 130 pessoas ficaram feridas.
 
Vítimas do atentado afirmam que viram pessoas vestidas de preto que atacavam as pessoas com facas de forma indiscriminada na entrada da estação e próximo às bilheterias. Enquanto muitos passageiros corriam para esconder-se, os corpos das vítimas ficaram jogados no chão em poças de sangue. O ataque durou meia hora.
 
A polícia abateu com disparos quatro dos "terroristas" e prendeu um quinto (uma mulher). Os outros fugiram, embora a polícia tenha afirmado na segunda-feira que capturou mais três suspeitos. “Muita gente estava chorando e parecia que haviam sido feridas com facas. Estávamos aterrorizados”, contou a dona de uma loja sobre as pessoas que se refugiaram em seu estabelecimento à agência France Presse. “Todo o mundo em Kunming continua comovido.”
 
Dois dias depois do incidente, a polícia mantém uma importante presença nas ruas e na estação de Kunming. Algumas pessoas depositaram oferendas de flores no local onde foram acesas velas na noite do domingo em homenagem às vítimas. A estação ferroviária de Kunming é uma das maiores do sudoeste de China. Yunnan é uma das províncias mais turísticas do país. Também foi reforçada a segurança no aeroporto e nos colégios de Kunming e foram incrementadas as medidas de vigilância em terminais de transporte de toda a China.
 
O atentado provocou comoção e raiva, mas também temor entre muitos chineses, para os quais os ataques de violência étnica e armados – normalmente com facas ou bombas de fabricação caseira - que ocorrem periodicamente em Xinjiang eram vistos de longe. Mas, depois do atentado em Kunming, cresceu um sentimento de insegurança, alimentado pela efervescência com que o caso se espalhou nas redes sociais.
 
O incidente também gerou grande preocupação no governo. Uma prova é que o máximo responsável pela segurança interna da China e membro do Politburô, Meng Jianzhu, viajou com urgência no domingo a Kunming para monitorar a investigação e visitar os afetados. Meng prometeu “os máximos esforços” para “castigar com dureza os terroristas de acordo com a lei”, segundo a agência oficial Xinhua, que em um artigo de opinião chamou o ataque de um 11 de Setembro e “grave crime contra a humanidade”.
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