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Futebol

CBF processa em R$ 50 mi patrocinador da Copa por usar seleção

23 dezembro 2013 - 10h54
A CBF processa judicialmente a Marfrig, ex-parceira da entidade e patrocinadora da Copa, por não pagamento de parcelas, rompimento de contrato e uso indevido da marca da seleção brasileira. O valor cobrado na ação atinge a ordem de R$ 50 milhões, segundo a confederação.
 
No meio do ano, a CBF tinha acordo com a empresa que expunha a marca Seara como um dos patrocinadores da seleção até o meio do ano. A mesma marca era exibida como um dos parceiros principais da Copa-2014, em outro contrato com a Fifa. Só que a Marfrig passou a enfrentar problemas financeiros, tanto que, posteriormente, teve de vender Seara.
 
Segundo a CBF, neste cenário, a empresa deixou de pagar parcelas do patrocínio, o que levou ao rompimento de contrato no meio do ano. Em seguida, a confederação fechou com a Sadia, concorrente da área de alimentos.
 
 
“Cobramos o pagamento de parcelas e a multa contratual. Só disso a ordem é de R$ 50 milhões. Além disso, ainda vamos cobrar indenização por uso indevido da seleção porque eles continuaram a usar a associação após o rompimento''; explicou o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, ao blog. Ele não sabia de cabeça o valor preciso do processo, que corre na 48a Vara Cível do Rio desde setembro de 2013.
 
“A empresa confirma que foi citada pela CBF, dada divergências comercias entre as partes. O departamento jurídico da empresa está analisando a ação, devendo se manifestar oportunamente no foro adequado'', respondeu a assessoria de imprensa da Marfrig.
 
Só em 2012 a CBF registrou ter recebido R$ 18 milhões da Marfrig, sendo que o valor anual previsto era de US$ 8 milhões. Mas, no final do ano passado, já era apontada uma dívida de R$ 9 milhões na empresa.
 
Apesar da ação, a empresa continua como uma das patrocinadores top da Copa do Mundo, pacote pelo qual pagou cerca de R$ 200 milhões. Houve uma troca, no entanto, da marca Seara pela Moy Park, que produz frangos na Irlanda do Norte, como a exibida no Mundial. É mais uma briga da CBF com patrocinador da Copa, como já ocorreu com a Coca-Cola em diversas ocasiões.
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