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Futebol

CBF pede eliminação do Real Garcilaso por racismo à Conmebol

15 fevereiro 2014 - 07h42
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, vai pedir a eliminação do Real Garcilaso por racismo da Libertadores. O documento será enviado ao presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o uruguaio Eugênio Figueredo, e ao Tribunal Disciplinar da entidade
 
Na quarta-feira, torcedores do clube peruano fizeram gestos e sons imitando macaco todas as vezes que o volante Tinga, do Cruzeiro, tocava na bola. O jogador começou a partida no banco de reservas e entrou em campo aos 20 minutos do segundo tempo.
 
Marin enviará ao tribunal o pedido de exclusão da equipe ou a perda dos pontos conquistados na partida. Os peruanos venceram os mineiros, por 2 a 1, em Huancayo, a 300 km de Lima.
 
"É hora de se exterminar com as demonstrações de racismo. Se o clube for exemplarmente punido, a Conmebol receberá o reconhecimento mundial pelo feito", diz Marin no pedido.
 
A Conmebol abriu ontem a investigação do caso após receber denúncia do Cruzeiro.
 
Se comprovada a existência das ofensas, o Real Garcilaso será julgado pelo Tribunal Disciplinar da Conmebol em data ainda não definida. As punições possíveis vão de multa e partidas como mandante disputadas com portões fechados à exclusão da competição.
 
Cinco casos de racismo julgados por Fifa e pela União Europeia de Futebol (Uefa), em 2013, semelhantes ao de Tinga, resultaram em jogos com portões fechados.
 
No ano passado, o combate ao racismo foi considerado prioridade para a Fifa, que criou um código com as possíveis punições.
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