22 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Habitação

Carlos Marun anuncia construção de 40 casas na aldeia Tereré em Sidrolândia

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O anúncio da construção de 40 casas está sendo comemorado pelas famílias terenas da Aldeia Terere em Sidrolândia, o segundo mais antigo núcleo urbano indígena de Mato Grosso do Sul, como um primeiro passo para resolver o problema habitacional na reserva onde boa parte das 160 famílias mora em casas precárias, construídas com lascas de taquarussu (espécie de bambu)e cobertas com folhas de buriti (palmeira típica da região) ou de lona plástica. São moradias de apenas um cômodo onde se amontoam até 10 pessoas de uma ou mais famílias. 

A Aldeia Terere ocupa uma área de 10 hectares. Com 650 moradores, enfrenta problemas com a superpopulação. Segundo o cacique Valcilio Figueiredo a Prefeitura já desapropriou uma área de 3 hectares, vizinha a reserva, o que permitirá abrigar pelo menos mais 80 famílias desalojadas, além de realocar algumas casas que foram construídas de forma desordenada. Diferentemente das aldeias urbanas de Campo Grande (Marçal de Souza, Lagoa Bonita, Noroeste), que são bairros habitados por indígenas, a Terere é uma reserva indígena sob jurisdição da Funai, com atuação da Funasa (na área de saúde), em que moradores se submetem as regras de convivência comunitária, escolhem um cacique que é o líder da comunidade. 

 A construção desse primeiro lote de casas, com recursos da Prefeitura, do Estado e do Programa de Subsídio à Habitação de Interesse (PSH), foi confirmada na semana passada pelo secretário estadual de Habitação, Carlos Marun, ao receber em audiência a presidente da Câmara Municipal, Rosangela Rodrigues, que foi solicitar informações sobre os investimentos em habitação programados para Sidrolândia. O governo planeja construir 860 moradias em aldeias de todo o Estado. 

“O secretário nos garantiu que além dos investimentos já em andamento, Sidrolândia vai ser contemplada com mais 80 casas para a área urbana e 40 especificamente para a comunidade terena da Terere”, explica a vereadora que na última sexta-feira retransmitiu a novidade para uma das lideranças da comunidade, o cacique Valcilio Figueiredo. “Temos um cadastro com 80 famílias que precisam de casa. Metade mora aldeia em barracos e o restante paga aluguel na cidade ou mora de favor com parentes”. “Eles ganham entre R$ 500,00 e R$ 600,00 e pagam até R$ 250,00, por duas peças e um banheiro”, explica o cacique.

Na fila de espera pela casa, estão pessoas como Vilcimar da Silva Mendes, 26 anos, que hoje está numa cadeira de roda, sequela do acidente que sofreu a um ano em meio. Ele caiu de uma árvore, teve várias fraturas e ficou incapacitado para andar. Pai de cinco filhos, aposentado pela Previdência por invalidez, sobrevive com um salário mínimo e mais a cesta básica que ele e toda a comunidade indígena recebe do governo. Na peça que o próprio Vilcimar construiu moram oito pessoas, as crianças, a mulher e a mãe dele. Seu pai, Francisco, mora num barraco, coberto de folha de buriti, erguido no quintal. A mesma urgência, o mesmo drama se ouve na casa ao lado do lote onde mora Vilcimar. Lá a família de Cilene Aparecia Silva e do seu irmão dividem o mesmo barraco. São oito pessoas entre crianças e adultos, morando embaixo de lona. As famílias que conseguiram construir casas de alvenaria também esperam ser atendidas pelo programa habitacional porque convivem com a superlotação.

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