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Transporte

Campo Grande se prepara com PDTMU para mudanças no sistema de transporte e mobilidade

5 agosto 2009 - 17h00
Fort  Atacadista - 21 ANOS

De acordo com a diretora-presidente do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), Marta Lúcia da Silva Martinez quando as ações são planejadas a obtenção de recursos, seja junto ao Ministério das Cidades ou a instituições financeiras internacionais fica mais fácil de ser aprovada. “Esse é o grande diferencial da nossa cidade”, afirma a diretora que coordenou a Audiência Pública da proposta final do Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana.

 O encontro, realizado no dia 22 de julho, contou com a presença do diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, Rudel Trindade Junior, conselheiros municipais, estudantes, profissionais na área de transporte e mobilidade urbana e usuários do transporte público. Durante três horas, os participantes obtiveram o detalhamento das propostas que foram compiladas pela consultoria Logitrans, empresa de Curitiba contratada para elaboração do documento e apresentaram questionamentos e ideias para enriquecer o PDTMU.

 A empresa de consultoria apresentou o resultado da pesquisa feita com 26 mil usuários do transporte coletivo de Campo Grande e que detectou o perfil da demanda. Os dados mostram a necessidade de um transporte de massa mais eficiente, desenvolvido para quem realmente usa e que atenda o usuário com mais conforto e agilidade. A solução está nos corredores exclusivos de transporte coletivo e na construção de novos terminais de integração,  mais confortáveis, com segurança e acessibilidade para deficientes físicos, auditivos e visuais, com piso táctil, direcional e alerta sonoro.

 De acordo com o diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade Junior já existe um projeto piloto para a melhoria da infraestrutura do transporte coletivo que inclui reforma e manutenção dos terminais. “Esse projeto será anunciado mais detalhadamente”, avisa Rudel. O diretor da Agetran acredita que os terminais ganharão outro aspecto para facilitar o acesso e permanência do usuário. Este e outros projetos que somam R$ 150 milhões já foram encaminhados para o Ministério das Cidades, incluindo aquisição de abrigos de ônibus, construção de ciclovias, mobilidade e acessibilidade.

 Outro ponto apresentado pela pesquisa se refere à utilização de um sistema moderno de transporte coletivo. Esse aspecto já tem sido alvo de preocupação da atual administração tanto que o prefeito Nelson Trad Filho e o diretor da Agetran visitaram diversos países e cidades brasileiras para conhecer o que há de mais revolucionário neste setor. As pesquisas mostraram que o sistema BRT (Bus Rapid Trafic) é um meio eficiente e economicamente viável para as vias de transporte de massa e que é possível de ser efetivado na capital. O mesmo sistema é encontrado hoje em Curitiba, Uberlândia, nas cidades de Bogotá (Colômbia), com o Transmilenium, e na Cidade do México.

 O sistema viário de Campo Grande foi outro assunto discutido durante a audiência pública e que trouxe à tona a necessidade de projetos de interligação de vias e de expansão da rede cicloviária. Hoje, Campo Grande possui cerca de 30 quilômetros de ciclovias, sendo necessária mais de 200 quilômetros da malha cicloviária para interligar os bairros da Capital. Projetos idealizados pela prefeitura e já com obras em andamento contemplam aproximadamente 120 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas.

 Previsto no Plano Diretor de Campo Grande, segundo a diretora-presidente do Planurb, o Plano de Transporte e Mobilidade Urbana parte da premissa de que o município deve incorporar a ideia que a mobilidade urbana é centrada nas pessoas e não somente nos veículos prevendo a articulação entre as áreas de transporte, trânsito e acessibilidade. “As diretrizes presentes no Plano priorizam o direito de ir e vir do cidadão, com rapidez e segurança”, afirma a diretora do Planurb.

 O documento após ser finalizado com as sugestões da última audiência pública, será sistematizado e encaminhado para apreciação do (CMDU) Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização. Até o final deste ano, o PDTMU terá sua versão final concluída, sendo mais um meio de nortear o poder público municipal para ações e obras, permitindo o crescimento eficiente e ordenado da cidade.

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