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Mundo

Após manifestações, Egito antecipa eleições presidenciais

26 janeiro 2014 - 13h27
Divulgação
Cassems
O presidente interino egípcio Adly Mansou anunciou neste domingo (26) que serão organizadas eleições presidenciais antes das legislativas, antecipando o calendário da transição prometida pelo exército no início de julho, quando destituiu o presidente islamita Mohamed Morsi.
 
O anúncio de Adly Mansou, transmitido na televisão, surge um dia depois das celebrações do terceiro aniversário da revolta que derrubou o antigo presidente Hosni Mubarak e que se transformaram em manifestações para apelar ao chefe do exército e novo comandante do país, o general Abdel Fattah al-Sisi, para que se candidate às presidenciais.
 
Pelo menos 49 pessoas morreram nas últimas 24 horas no Egito, onde partidários do poder e opositores se manifestaram no sábado para assinalar o terceiro aniversário da revolta de 2011, que derrubou Mubarak. Além disso, 247 pessoas ficaram feridas, indicou o Ministério da Saúde num comunicado.
 
As mortes e ferimentos ocorreram quando agentes antidistúrbios da polícia começaram a dispersar com violência os protestos de islamistas em diferentes pontos do país. O porta-voz do ministério da Saúde, Ahmed Kamel explicou em declarações à televisão estatal que as mortes foram registradas em cidades do Cairo, Guiza (vizinha da capital), Alexandria e Minia.
 
Para os especialistas, a organização das eleições presidenciais antes das legislativas deverá jogar a favor do general al-Sisi, que já não esconde a intenção de apresentar uma candidatura à magistratura suprema.
 
 
As eleições presidenciais e legislativas antes do verão devem fechar a "transição democrática" prometida pelos militares e lançada em meados de janeiro, depois da realização de um referendo sobre a nova Constituição, cuja nova revisão foi aprovada com mais de 98% dos votos.
 
Frente aos protestos dos islamitas, milhares de manifestantes se concentraram na icônica praça Tahir, o mesmo cenário da revolta que acabou derrubando Mubarak em resposta ao chamamento do atual governo para celebrar o terceiro aniversário da revolução.
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