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Ameaças depois de denúncias são comuns

19 maio 2017 - 09h38
MÊS DA ECONOMIA COMPER

Regina (nome fictício), de 26 anos, está em uma casa de acolhida com os dois filhos há 30 dias. Ela veio do Nordeste para o interior de São Paulo em 2014, conheceu um rapaz e passou a morar com ele. A jovem já tinha um filho e teve outro com o novo companheiro. "Primeiro, foram só ameaças. Depois, ele me trancou em casa e, mesmo grávida, me jogou no chão, ameaçando de morte. Pedi ajuda e a Justiça deu medida protetiva", conta, protegida pelo anonimato.

Apesar da medida judicial, o homem voltou a assediá-la e ela, com medo, retomou a relação. "Acreditei nele, mas durou pouco. Ele começou a beber, chegava em casa, xingava, ameaçava e me batia. Disse que, se eu voltasse a mexer com a Justiça, ele punha bandidos atrás de mim."

Muitas mulheres agredidas costumam deixar de fazer a denúncia porque são ameaçadas. E não é raro que as ameaças se concretizem. Foi o que aconteceu em Ipaussu, cidade de 13,6 mil habitantes, na região de Ourinhos, há um mês. Cansada de apanhar, Dayane Gianetty, de 27 anos, deixou o marido, e ele tentou matá-la. Denunciado, Carlos Messias, 24 anos, foi preso e, ao sair da prisão, quatro meses depois, foi atrás da ex e a matou a facadas. Ele ainda passou com o carro sobre o corpo dela.

Em Jundiaí houve um caso semelhante. Em 1.º de fevereiro, Eduardo de Oliveira, de 21 anos, foi preso após perseguir, atropelar e matar sua mulher, Aline Cristina das Neves, de 36. Ela trabalhava como frentista e, cansada das agressões, tinha pedido a separação. Depois de derrubá-la com o carro, ele deu ré e passou sobre o corpo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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