18 de janeiro de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
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Legislativo

A dois meses da eleição, Câmara já tem seis pré-candidatos a presidência

Estão interessados na presidência, alem do próprio Siufi, os vereadores Cristóvão Silveira (PSDB), Paulo Pedra (PR, Alcides Bernal (PP), Airton Saraiva (DEM) e Marcelo Bluma (PV).

Nenhum dos pré-candidatos aparece com chances de atrair apoio além das próprias bancadas. Saraiva e Bluma, têm em comum a peculiaridade de serem os únicos representantes dos seus partidos (DEM e PV). Alcides Bernal, que com mais de 12 mil votos foi o vereador eleito mais votado, se coloca como candidato muito mais para marcar posição do que propriamente por avaliar que tem chance de receber o apoio dos colegas. Cristóvão Silveira, que se reelegeu (vai cumprir o quinto mandato) mesmo não sendo o candidato da preferência da cúpula tucana (que se dividiu entre os eleitos professora Rose, João Rocha e o candidato não eleito, Colombo) tem o aval do PSDB para pleitear o cargo.

O presidente regional do PSDB, deputado Reinaldo Azambuja, quer agendar um encontro com o prefeito Nelson Trad Filho para pedir o apoio dele em favor de Silveira. “A nossa bancada já tem o consenso em torno do nome do Silveira, ele já tem bastante experiência, é um vereador no quinto mandato e queremos o apoio do Nelsinho para que ele seja o próximo presidente”. O deputado federal Waldir Neves foi mais incisivo e afirmou que “não se pode fazer política com família”, numa referência a uma suposta preferência de Trad pelo primo, Paulo Siufi. “Eles já têm o comando da OAB, a prefeitura, sei que a família é grande, mas tem que dar um espacinho para o PSDB também. O PMDB tem o prefeito, o vice e quer presidente da Câmara também? Nós somos um aliado de primeira hora e acho que tem que haver um equilíbrio de forças ”, avalia Waldir. O PSDB abortou a articulação que visava levar a professora Rose para comandar a Fundação Municipal de Cultura e com isto garantir que o vereador (não reeleito) Athayde Néri (PPS), continuasse na Câmara porque é o primeiro suplente da coligação DEM/PSDB/PP/PPS.

Paulo Siufi (PMDB) nega que o laço de parentesco com o prefeito o favoreça. “Não considero que sou privilegiado por isso. Todos os candidatos têm peso. Não tem carta marcada”, afirma. Siufi exemplifica que o PMDB tem quatro vereadores, somente um a menos do que o PSDB, dono da segunda maior bancada.

Paulo Siufi salienta que os próximos meses sejam marcados por muito diálogo, na tentativa de diminuir o número de concorrentes. “Sempre com o bom senso de todos. A Câmara é madura”, acredita. Segundo Siufi, da lista dos que disputam a presidência pode sair também o líder do prefeito. “Qualquer um dos presidenciáveis poderia ocupar a liderança. Mas a decisão é somente do prefeito”.

Também na luta pela presidência da Câmara, o vereador Airton Saraiva (DEM) enfatiza que pretende intensificar as ações pelo seu projeto mais perto do dia primeiro de janeiro, data da eleição da mesa-diretora. “Acho muito cedo para ter conversas internas. Quem está trabalhando mais para ser eleito é o Siufi”, desconversa. Por enquanto, Saraiva defende apenas que a eleição seja independente da reforma do secretariado anunciada para dezembro pelo prefeito. “O DEM não pode aceitar perder vagas para quem não tem representatividade na Câmara”. O temor do democrata é justificado pelo total de siglas que apoiaram a reeleição de Trad: 19 partidos. Nesta semana o vereador Paulo Pedra (PDT), outro pretendente, pediu apoio ao governador Puccinelli (PMDB) para chegar à presidência da Casa. Puccinelli preferiu sair pela tangente: “Não vou meter o bedelho neste formigueiro”, respondeu em tom bem humorado.

Embora o prefeito garante que não vai interferir na eleição, Nelsinho, de fato é um “eleitor” qualificado deste processo. Há uma bancada eleita que tende a acompanhar a orientação do prefeito. Na bancada “nelsistas” estão vereadores eleitos como Carlão (afiliado político do deputado Jerson Domingos), Herculano Borges, Flavio César (sobrinho do vereador Jorge Martins, que não disputa a reeleição), Jamal Salem, além de Airton Saraiva, que cumprirá seu terceiro mandato. Já Vanderlei Cabeludo (PMDB), que teve no governador André Puccinelli, dificilmente deixará de ouvir os conselhos do seu padrinho político.

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