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Festa no Interior

10°Festival de Inverno de Bonito: Caetano traz para a Grande Tenda o talento de um dos maiores nomes

29 julho 2009 - 16h00
Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

. A nona edição do evento contou com a participação de Maria Bethânia, este ano a décima edição terá Caetano Veloso. O músico baiano será a última grande atração da Grande Tenda, o show de Caetano acontece no sábado (1º). 

    Acompanhado pela bandaCê, Caetano Veloso apresenta ao público de Bonito o show do disco “zii e zie”, produzido, de acordo com o artista, com letras que olham para mais longe. Atém-se majoritariamente ao Rio, mas aí vai a lugares variados: da favela ao Leblon, da Lapa à praia; de Chico Alvez a Los Hermanos; de anônimos típicos a celebridades atípicas, como Kassin, a combinações inusitadas de personalidades cariocas, como Guinga e Pedro Sá. As canções vão ainda mais além: Guantánamo, grutas do Afeganistão, Washington. Voltam os nomes próprios e o tom de comentário dos signos dos tempos que sempre fizeram presença no repertório do cantor.

   Caetano Veloso é natural da cidade baiana Santo Amaro da Purificação, nasceu em 7 de agosto de 1942. Durante a infância recebeu grande influencia da arte, na música foi mais influenciado por músicas com apelo regional e por cantores da época, como o “rei do baião” Luiz Gonzaga. No Rio de Janeiro, em 1956 frequentava o auditório da Rádio Nacional, onde se apresentavam os maiores ídolos da música brasileira da época. No início da década de 60 foi para Salvador, onde aprendeu a tocar violão e começou a se apresentar em casas noturnas e bares.

   O talento de Caetano foi apresentado ao País durante os grande festivais de música da década de 60 e logo se firmou como um dos maiores nomes da MPB com sua identidade de incansável inventor de arte, buscando o intangível e o inatingível, retirando sons, gestos e palavras do mais árido território. Revolucionário em sua poesia produz fraseados sonoros que movem a alma fazendo vibrar. Caetano nos toca sutilmente com a arte de parâmetros próprios, renovando a linguagem artística, musicando poesias concretas, poetizando sons de timbres desconexos e criando a estética musical.

   Sua discografia aponta mais de 80 trabalhos lançados, o primeiro foi “Domingo” em 1967, com Gal Costa. Um álbum com seu nome viria no ano seguinte. Em 1969 lançou “Tropicália”, que mostra ao País a identidade do trabalho produzido pelo artista. De lá para cá, Caetano lança outras dezenas de discos, sempre com espírito inovador e autêntico.

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