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10º FestIn Bonito: Quadrinhos e pintura estão na mostra “Vertigens e desdobramentos da imagem”

29 julho 2009 - 12h15
Fort  Atacadista - 21 ANOS

No primeiro dia do 10º Festival de Inverno de Bonito, às 20h, acontece o lançamento da mostra “Vertigens e desdobramentos da imagem” na Galeria do Festival, Praça da Liberdade, com curadoria de Rafael Maldonado. Serão expostas obras de Ana Ruas, Beto Marson, Elvis de Almeida e Rogério Degaki, que se interligam e apresentam um novo olhar ao espaço trasitado pelas pessoas e levam o público a interpretá-lo. A exposição permanece durante todo o festival.

     “O confronto da produção desses quatro artistas proporciona ao público o contato com experiências estéticas repletas de sugestões visuais capazes de deslocar o olhar para possíveis releituras do real, esclarecendo um pouco mais sobre como a arte se relaciona com o que está ao nosso redor”, afirma Maldonado.

     Para Ana Ruas, o ambiente urbano reinterpretado por uma intervenção não intencional dos vendedores ambulantes é o elemento que alimenta o discurso nas pinturas da série “O Redário”. As redes, dispostas aleatoriamente pelo vendedor de rua com finalidade comercial, formam uma composição espacial reorganizada plasticamente pela artista que valoriza a combinação entre as cores e os movimentos lineares dos tecidos dispostos ao ar livre. Os instantâneos registrados por esse olhar cuidadoso reproduzem ângulos e enquadramentos que reordenam os planos de uma cena específica da cidade, chamando atenção para o que, de certa forma, já está lá.

     “Nave Primitiva” é o tema que define a produção plástica de Beto Marson. Por meio da economia de estruturas visuais e na geometrização do espaço pictórico, o artista elabora um campo de representação que tem a linha como mecanismo de construção, levando-nos ao encontro das variações de uma nave imaginária e de sistemas que funcionam como circuitos desse protótipo. A lona usada, tecido rústico, os remendos aparentes no suporte conduzem o olhar para as mais diversas direções planas da imagem. Um interessante arranjo de formas que constrói imagens unindo o signo do primitivo ao sentido de uma espacialidade ficcional.

      Elvis Almeida tem como referência o exercício da linguagem das histórias em quadrinhos. A partir de uma lenda urbana de conteúdo dramático, desenvolve a série “Cemitério de elefantes”, reconfigurando por meio dos contrastes as cenas que traduzem visualmente os diversos assuntos abordados nas conversas entre amigos, em situações corriqueiras do cotidiano. Nesses trabalhos temos uma outra possível leitura das coisas, muitas vezes uma provocação à nossa capacidade de acompanhar um raciocínio estético capaz de transformar uma cena aparentemente erótica em algo singelo, entre nuances, ou também o contrário, transformar uma imagem de contexto suave em algo de teor denso, chocante.

     A pintura de Rogério Degaki tem um virtuosismo técnico que surpreende o espectador pela forma como as imagens são elaboradas: é pintura ou bordado? O realismo na representação cria essa dúvida, uma vertigem que nos insere num campo imagético cheio de elementos infantis em tons pastéis, como nos verdadeiros bordados à linha. Há um controle muito ordenado nas pinceladas cujo efeito funciona como uma atração irresistível para o olhar, para o encantamento visual de uma estrutura onde tudo está no mesmo plano.

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