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ESPORTE

Presidente da CBF, Del Nero rebate acusações de recebimento de propina

25 maio 2017 - 18h03
MÊS DA ECONOMIA COMPER

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, disse repudiar as acusações contra ele contidas na denúncia do Ministério Público da Espanha sobre lavagem de dinheiro. "As ilações, que fariam parte de investigação da Justiça espanhola à qual a CBF não teve acesso, são falsas e não têm qualquer fundamento", diz nota oficial da CBF enviada ao Estado na noite desta quinta-feira.

Del Nero afirmou ainda que não foi acusado de qualquer irregularidade. "Nem mesmo o texto, atribuído à Procuradoria Espanhola, acusa o presidente da CBF de qualquer prática irregular".

Os documentos da investigação também citam José Maria Marín, ex-presidente da CBF e que está em prisão domiciliar em Nova York. Marín e Del Nero, ao lado de Ricardo Teixeira, também ex-mandatário da entidade, seriam beneficiários de propinas pagas para obtenção de direitos de transmissão e marketing para a Copa do Brasil de 2013. As propinas teriam sido oferecidas pela Klefer, empresa de Kleber Leite, conforme trecho abaixo que integra a peça de acusação na Espanha:

"A Klefer tinha assinado um contrato no ano de 2011 com a CBF, pelo qual pagaria supostas comissões ilegais para a obtenção de direitos de difusão e marketing da Copa do Brasil de Futebol de 2013, para que esses direitos fossem a outras sociedades. Essas comissões iriam para Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF), José Maria Marin (sucessor de Teixeira) e Marco Polo Del Nero, atual comandante da entidade", indicou o documento.

De acordo com os procuradores espanhóis, a Klefer foi uma das empresas que alimentaram a rede de companhias de fachada utilizadas para lavagem de dinheiro da CBF. De acordo com a investigação, a empresa brasileira depositou em 14 de abril de 2014 quase US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões) para a ITASCA, companhia com sede no Panamá e também controlada pelo grupo de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona que foi preso na terça-feira.

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