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BRAGANTINO VENCE CORINTHIANS EM SÃO PAULO

Vídeo: Corinthians perde do Bragantino e não cumpre plano por vaga na Libertadores

O time brigou, o técnico Vagner Mancini tentou de várias maneiras mudar o jogo, mas a superioridade do time de Bragança, bem mais resolvido taticamente, prevaleceu. Confira os melhores momentos

25 janeiro 2021 - 21h11
Ramiro, do Corinthians, disputa bola com Claudinho, do Red Bull Bragantino
Ramiro, do Corinthians, disputa bola com Claudinho, do Red Bull Bragantino - (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)
Cassems

O Corinthians mostrou nesta segunda-feira que, passada a empolgação do período em que a equipe ficou sete jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, a sua realidade é de um time com carências que o tornam irregular. Em casa, perdeu por 2 a 0 para o Red Bull Bragantino, em uma partida na qual foi amplamente dominada pelo adversário. O time brigou, o técnico Vagner Mancini tentou de várias maneiras mudar o jogo, mas a superioridade do time de Bragança, bem mais resolvido taticamente, prevaleceu.

Com a derrota, o Corinthians, que começou a rodada em oitavo lugar, com 45 pontos, perdeu duas posições, para Ceará e Santos (ambos têm melhor saldo de gols), o que complica sua luta por uma vaga na próxima Libertadores. Nas contas do treinador corintiano, o time tinha de conquistar 100% dos pontos na Neo Química Arena nesta reta final. O Bragantino chegou a 44, em 11º.

Na quinta-feira, o Corinthians tentará a recuperação na visita ao ameaçado Bahia, em Salvador. O Bragantino vai enfrentar o líder Internacional domingo, no Beira-Rio.

1 minuto e 48 segundos. Esse foi o tempo que o Bragantino precisou para começar a estragar a festa do Corinthians. Após uma saída errada de Fábio Santos, Aderlan tocou para Claudinho, que rolou para Helinho, livre na entrada da área, bater forte, rasteiro, no canto esquerdo de Cássio.

Depois de Léo Ortiz perder a chance do segundo gol do Bragantino na pequena área - cabeceou mal, na mão de Cássio -, quase o Corinthians empata, aos 7 minutos, num lance em que o goleiro Cleiton se atrapalhou em bola despretensiosa de Mateus Vital e só a segurou em cima da linha.

O Bragantino conseguia, com forte marcação, neutralizar a principal jogada ofensiva do Corinthians, os avanços pelos lados do campo com Fagner e Gustavo Mosquito na direita e Fábio Santos e Mateus Vital pela esquerda. Ainda contava com a boa atuação de seu meio-campo, e com erros dos corintianos na saída de bola, para ameaçar o gol de Cássio. Os donos da casa tinham dificuldade de penetrar e arriscavam chutes de fora da área, com Ramiro e Fagner, ambos defendidos com facilidade por Cleiton.

Aos 20 minutos, o Bragantino teve outra boa chance, pela direita, com Artur, mas o atacante errou a tentativa de encobrir Cássio.

O Corinthians não conseguia articular jogadas e tentava ligações diretas. Mas o time de Bragança protegia bem a sua área e retomava várias bolas, saindo em velocidade para o ataque.

Ainda assim, vez ou outra o alvinegro chegava, como aos 26 minutos, quando, após boa jogada de Gustavo Mosquito, Cazares bateu fraco da entrada da área e o goleiro do Braga defendeu. O equatoriano tentou outras duas vezes logo depois, sem sucesso.

Mas quem chegou ao gol novamente foi o Bragantino, aos 41 minutos. Aderlan lançou Ytalo na entrada da área e o centroavante tocou entre os zagueiros para Claudinho, que penetrou livre, para tocar por cima de Cássio.

Foi o 16º gol de Claudinho no Brasileirão. Com isso, ele se juntou a Marinho e Thiago Galhardo no topo da artilharia.

O Corinthians quase diminuiu aos 47, com uma bomba de Ramiro, mas a bola passou rente à trave e o Bragantino foi para o intervalo com uma justa vantagem pelo que fez na primeira etapa.

Vagner Mancini, então, mudou seus homens de lado de campo. Trocou Gustavo Mosquito e Mateus Vital por Otero e Léo Natel, respectivamente. O problema é que o venezuelano, de volta ao time recuperado da covid-19, tem dificuldade de jogar pelo lado do campo e Natel entrou mal. Assim, na prática, as alterações não deram resultado.

Como o Corinthians tinha de se lançar, o Bragantino acabou tendo espaço e teve duas chances seguidas, aos 15 e 16 minutos, de ampliar com Ryller e Claudinho. Só depois isso o Corinthians ameaçou, com um chute de fora da área de Otero.

Como o time não se encontrava, Mancini tentou melhorar a produção com a entrada de Everaldo e a de Luan. Mas o Bragantino, bem postado em campo, e fechando bem os espaços, controlava o jogo. O Corinthians não conseguia arrematar de fora da área. Aos 26, Ramiro obrigou Cleiton a fazer grande defesa. Pouco depois, Claudinho, em seu último lance antes de ser substituído, deu a resposta, mas Fábio Santos desviou para escanteio. Na cobrança, aos 29 minutos, Ligger cabeceou livre na entrada da pequena área e Cássio fez uma grande defesa, evitando o terceiro gol.

O Bragantino continuou a ter as melhores chances, mas não ampliou também pela precipitação de seus jogadores, com Hurtado, que foi fominha aos 39 minutos e não serviu Artur, que entrava livre.

E o Corinthians não marcou nem quando o Bragantino bobeou, como as 43 minutos, quando Cuello quis atrasar de peito para o goleiro, tocou fraco na bola, permitiu a Fábio Santos desviar de Cleiton, mas na sequência Léo Ortiz salvou quase em cima da linha.

A noite era do Bragantino, o melhor time em campo, que conquistou uma justa vitória.

FICHA TÉCNICA:

CORINTHIANS 0 x 2 RED BULL BRAGANTINO

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Bruno Méndez, Gil e Fábio Santos; Gabriel, Ramiro (Gabriel Pereira), Gustavo Mosquito (Léo Natel), Cazares (Luan) e Mateus Vital (Otero); Jô (Everaldo). Técnico: Vagner Mancini.
RED BULL BRAGANTINO - Cleiton; Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Edimar; Raul, Ricardo Ryller (Ramires) e Claudinho (Bruno Tubarão); Artur (Leandrinho), Helinho (Cuello) e Ytalo (Hurtado). Técnico: Maurício Barbieri.
GOLS - Helinho, aos 2, Claudinho, aos 41 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Helinho, Léo Natel, Ramiro, Aderlan, Otero, Gabriel Pereira, Everaldo e Léo Ortiz.
ÁRBITRO - Bruno Arleu de Araújo (RJ).
RENDA E PÚBLICO - Jogo sem torcida.
LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

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