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espaço fiscal

Yellen vê mais espaço fiscal que antes nos EUA, com ambiente de juros baixos

"Temos de garantir que as pessoas não sofram danos permanentes pelo quadro atual", afirmou ela, durante entrevista virtual em evento do jornal The New York Times

22 fevereiro 2021 - 11h34
Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen
Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen - (Foto: Estadão )
Cassems

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, voltou a defender a importância de o país adotar mais estímulos fiscais, diante dos impactos econômicos da pandemia da covid-19. "Temos de garantir que as pessoas não sofram danos permanentes pelo quadro atual", afirmou ela, durante entrevista virtual em evento do jornal The New York Times.

Yellen argumentou que o momento é "crucial para o país", com a crise econômica e a emergência com a covid-19. "Temos antes de tudo que controlar a pandemia, atingir imunidade de rebanho para normalizar a economia e as pessoas se sentirem seguras", apontou, ressaltando que o sucesso na frente da saúde é "a métrica crucial que observamos agora".

No contexto atual, a taxa de desemprego é mais elevada do que o número oficial, estando perto de 10%, diante da redução da taxa de participação da força de trabalho, por exemplo por mães que não têm com quem deixar seus filhos, entre outras questões.

Questionada sobre a dívida norte-americana, Yellen lembrou que de fato a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, mas enfatizou o fato de que o ambiente é de juros baixos na maioria das nações desenvolvidas, inclusive nos EUA. "Acho que temos mais espaço fiscal do que antes, com o ambiente de juros baixos."

Yellen disse considerar que os bancos "têm se saído muito bem" no quadro atual, apoiando a situação. Segundo ela, não cabe ao Tesouro fazer testes de estresse nos bancos, mas ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e a outros reguladores.

Ao ser perguntada sobre um eventual imposto sobre operações em mercados financeiros, ela comentou que isso poderia ser avaliado, mas citou questões como um eventual desestímulo a comprar ações. Sobre um eventual lançamento de um bônus de 100 anos da dívida americana, ela disse avaliar que o mercado para isso existiria, mas seria "muito pequeno".

A secretária do Tesouro afirmou ainda que seu órgão monitora as criptomoedas, destacando que elas são "muito voláteis" e temendo "perdas potenciais para investidores".

Ela disse que os EUA poderiam estabelecer contas digitais, a fim de garantir maior inclusão financeira, mas também notou que teria de ser preciso avaliar o impacto nos bancos, na estabilidade financeira e diante de riscos como de lavagem de dinheiro.

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