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ECONOMIA

Tecsis encerra produção de fábrica em Sorocaba

23 maio 2017 - 08h03
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Depois de chegar à posição de maior empresa de Sorocaba, no interior de São Paulo, com 7,8 mil funcionários, em 2013, a fabricante de pás eólicas Tecsis anunciou ontem a suspensão de suas atividades no município. Os últimos trabalhadores foram dispensados ao fim dos turnos de trabalho.

Em nota, a empresa alegou que os contratos para fornecimento de pás eólicas pelas unidades paulistas foram concluídos. "A fábrica de Camaçari, na Bahia, mantém suas atividades, pois atende a outros contratos que ainda estão vigentes", informou a empresa.

Nas unidades da empresa em Sorocaba, o clima era de desolação. Os funcionários do primeiro turno receberam a comunicação da dispensa no horário de almoço. "Uma pena acabar assim uma fábrica que já foi tão forte. Sabemos que estão devendo muito a fornecedores, mas não sei se era o caso de fechar de vez", disse Carlos Augusto, um dos dispensados.

Segundo ele, a empresa colocou à venda máquinas da ponte rolante, o que deixa claro que não vai reabrir. Funcionários relataram que a Tecsis está propondo parcelar a rescisão em oito vezes. A Tecsis não comentou as alegações dos funcionários nem informou que destino será dado às suas instalações.

Criada nos anos 1990, a empresa atingiu seu auge em 2013, quando empregava 7,8 mil pessoas em 13 unidades em Sorocaba e Itu. A partir de 2014, começaram as demissões, que prosseguiram em 2015, quando o número de já era de 5,9 mil.

A situação se agravou com a perda de um grande cliente, a norte-americana General Eletric (GE), que passou a fabricar suas próprias pás, após a aquisição da dinamarquesa LM Wind Power. No ano passado, a empresa demitiu 1,5 funcionários e desativou a produção em Itu, concentrando o trabalho em Sorocaba. O projeto de uma nova fábrica que seria construída em Sorocaba não saiu do papel.

Na ocasião, a empresa culpou a crise econômica. As empresas do setor eram estimuladas pelos leilões de energia eólica do governo federal, que acabaram suspensos. Procurado, o Sindicato dos Químicos de Sorocaba informou que ainda estava buscando informações oficiais sobre a decisão da empresa.

A Tecsis foi criada pelo engenheiro aeronáutico Bento Koike e dois sócios. Em 2011, endividada, a empresa recebeu aporte de US$ 460 milhões de um consórcio de investidores liderado pela Estáter, de Pércio de Souza. O grupo passou a deter 80% das ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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