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ECONOMIA

Sinal de retomada interna alivia Bolsa, mas fiscal e cautela externa são risco

As bolsas europeias caem com mais força, na faixa de 1%, enquanto em Nova York beiram a estabilidade

14 agosto 2020 - 10h45
Além do temor de que isso volte a incomodar os mercados nesta sexta-feira, dados das economistas internacionais também colocam um pouco de cautela.
Além do temor de que isso volte a incomodar os mercados nesta sexta-feira, dados das economistas internacionais também colocam um pouco de cautela. - ( Foto: Divulgação/ Internet)
O FLOR DA MATA - NOTICIAS

Apesar da cautela externa, o Ibovespa sobe nesta sexta-feira, 14, amparada na percepção de que de fato o pior da crise no Brasil ficou para trás, mas sem tirar os olhos do fiscal e do externo. O tom cauteloso no exterior inibe um pouco a valorização na Bolsa brasileiras, após resultados fracos de atividade na Europa, China e Estados Unidos, além de temores de uma segunda onda de covid-19, principalmente no continente europeu. Além disso, segue no radar o impasse em relação a um novo pacote de ajuda à economia norte-americana.

As bolsas europeias caem com mais força, na faixa de 1%, enquanto em Nova York beiram a estabilidade. Já o Ibovespa subia 0,45%, aos 100.917,01 pontos, após ter alcançado a máxima aos 101.326,53 pontos.

"Temos alguns fatores internos que estão ajudando. Começando pela última informação, tivemos o IBC-Br, que reforça a sensação de que a recuperação da economia brasileira será em 'v'. Com isso, o Ibovespa pode avançar um pouco. Claro que o mercado já precificou parte dessa retomada, mas se continuar avançando, reaquecerá de forma mais rápida os setores", avalia Marcio Loréga, analista da Ativa Investimentos.

Além disso, alguns balanços do segundo trimestre também ajudam a sustentar o Ibovespa em alta.
Entre as maiores elevações do índice, por exemplo, estão os papéis da Suzano ON (6,08%) e da JBS ON (3,43%).

A fabricante de celulose teve prejuízo líquido de R$ 2,053 bilhões, após lucro de R$ 700 milhões há um ano. Porém, diminuiu as perdas de R$ 13,4 bilhões do primeiro trimestre e teve alta do Ebitda, a R$ 4,180 bilhões. Já o lucro da JBS cresceu 54,8% no segundo trimestre, com aumento de 32,9% nas receitas.

"Além dos dados corporativos, tem a questão do aumento da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que está ajudando a Bolsa. É claro que nessa análise tem um tom dúbio. Está crescendo com política desenvolvimentistas, já que houve crescimento devido à liberação do auxílio emergencial, algo que irá elevar os gastos do governo. Vai contra a política liberal defendida pelo ministro da Economia Paulo Guedes", avalia um operador. Às 11h03, o Ibovespa subia 0,47%, aos 100.935,88 pontos, após máxima aos 101.326,53 pontos. Na mínima, atingiu 100.444,74 pontos.

Para Loréga, a aprovação do presidente Jair Bolsonaro, em pesquisa Datafolha, tira um pouco de pressão sob o governo em relação a medidas que pretende aprovar e que estão sendo barradas. "Porém, ao admitir que furar o teto de gastos foi um tema discutido, isso pode causar algum desconforto, abrindo espaço para realização na Bolsa", admite.

O presidente Jair Bolsonaro, que antes havia se comprometido com a manutenção do teto de gastos, admitiu na quinta-feira, em live, que a ideia de furar o teto de gastos no governo foi discutida. E questionou: "qual o problema?"

Além do temor de que isso volte a incomodar os mercados nesta sexta-feira, dados das economistas internacionais também colocam um pouco de cautela.

Na China, a produção industrial subiu 4,8%, taxa igual à do mesmo mês de 2019 e ainda abaixo dos 5% esperados. As vendas no varejo caíram 1,1%, enquanto a expectativa era estabilidade. No entanto, as vendas de moradias chinesas subiram 0,4% entre janeiro e julho, marcando 1ª alta em 2020.

A despeito dos dados chineses, o minério de ferro fechou em alta de 0,87%, a US$ 122,44 a tonelada, no porto de Qingdao. As ações da Vale ON subiam 0,33%, ás 11h13. Já Petrobras ON avançava 0,34% e PN, 0,26%.

Já na zona do euro, o PIB teve queda de 12,1% no segundo trimestre de 2020 ante os três meses anteriores em meio ao impacto da pandemia da covid-19. É a maior contração da série histórica iniciada em 1995. Enquanto nos EUA, as vendas no varejo cresceram 1,2% em julho em relação ao mês anterior, contra previsão de 2,3%.

Além disso, Loréga cita a preocupação em relação a uma nova onda de contaminação por covid-19 na Europa, onde fala-se em até retomada da quarentena em algumas partes do continente. Aliás, essa possibilidade, caso seja cogitada também no Brasil é o que mais preocupa o analista, de forma a retardar a retomada da economia interna.

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