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Economia

Petróleo foi vilão da balança comercial brasileira

3 janeiro 2014 - 11h36
Cassems
O grande vilão da balança comercial brasileira em 2013, o setor de petróleo pode ajudar a alavancar o comércio exterior do País em 2014. As receitas com exportações de petróleo caíram 36,7% neste ano, em comparação com 2012, o que ajudou a derrubar o saldo comercial do Brasil no ano que terminou, ao despencar 86,8% em relação a 2012, totalizando US$ 2,561 bilhões, segundo dados divulgados hoje (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Foi o pior resultado anual desde 2000, quando o país acumulou déficit de US$ 731 milhões.
 
Mas é justamente o petróleo que poderá ajudar a melhorar o resultado de 2014. Isso porque a Petrobras deve aumentar em 50% as exportações da matéria-prima neste ano, segundo o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro. “Há novas plataformas que começarão a produzir. Além disso, foram concluídas manutenções importantes em outras”, avalia.
 
No balanço anual, as vendas ao exterior caíram 1% em 2013, somando 242,178 bilhões de dólares. Já as importações subiram 6,5% ante 2012, para atingir o valor recorde de US$ 239,617 bilhões. Houve aumento das compras feitas a todos os principais blocos econômicos, com exceção da Europa Oriental e do Oriente Médio. A alta foi puxada também pelas compras de combustíveis e lubrificantes do exterior, que avançaram 13,8% ante 2012. Logo atrás vêm as importações de matérias-primas e intermediários (+5,8%), bens de capital (+5,4%) e bens de consumo (+3,2%).
 
Os resultados da balança também sofreram o efeito de um artifício usado pelo governo em 2012, quando deixou de registrar importações de combustíveis feitas naquele ano, que acabaram sendo contabilizadas no resultado de 2013. O aumento do consumo doméstico também impulsionou a compra de petróleo do exterior. 
 
Em contrapartida, o registro de exportações de plataformas de petróleo que não chegaram a sair do Brasil serviram para equilibrar os números que poderiam ser ainda mais negativos do comércio exterior. O governo e a Petrobras já afirmaram que as operações não violam normas internacionais de estatísticas de comércio exterior.
 
Entre os manufaturados em geral, o crescimento das vendas de plataformas de petróleo avançou mais de 400% em relação a 2012.
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