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PREÇO

Pão francês tem nova alta e quilo chega a custar R$ 13,90 em Mato Grosso do Sul

Conforme o vice-presidente da entidade, Marcelo Alves Barbosa, a indústria da panificação tentou amortizar o reajuste, reduzindo a margem de lucro e até mesmo tentando diminuir alguns custos de produção

24 setembro 2020 - 14h40Carlos Ferreira
O quilo do pão francês em Mato Grosso do Sul teve um novo reajuste
O quilo do pão francês em Mato Grosso do Sul teve um novo reajuste - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O quilo do pão francês em Mato Grosso do Sul teve um novo reajuste e com isso, o valor foi para até 7,75% no acumulado do ano. O alimento que custava até R$ 12,90, agora em setembro não é encontrado por menos de R$ 13,90 kg, conforme levantamento do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mato Grosso do Sul (Sindepan/MS).

Conforme o vice-presidente da entidade, Marcelo Alves Barbosa, a indústria da panificação tentou amortizar o reajuste, reduzindo a margem de lucro e até mesmo tentando diminuir alguns custos de produção.

“Só a farinha de trigo vem tendo um aumento mensal de 5%, puxada pela alta do dólar. Para se ter uma ideia, o preço de um saco de farinha de 50 quilos passou de R$ 125,00 em janeiro para R$ 150,00 em setembro, um aumento de 20%”, afirmou. 

Outros insumos também tiveram uma alta significativa, como a margarina, que saltou de R$ 70,00 para R$ 150,00 o balde de 20 quilos e ainda se encontra em falta no mercado. “O segmento de confeitaria sentiu ainda mais o aumento desses insumos, principalmente com relação ao fermento e ao chocolate. E aí não tivemos outra alternativa senão repassar parte desse aumento dos custos para o consumidor final”, destacou Marcelo Barbosa. 

Ele ainda explicou que esse aumento foi sentido em quase todos os setores da alimentação devido à elevação do consumo durante a pandemia da Covid-19.

“Acredito que inicialmente os empresários colocaram um pouco o pé no freio com medo de haver uma queda no consumo, mas aconteceu justamente o contrário, então os insumos acabaram ficando mais caros. O dólar também vem oscilando nesse momento de crise que o mundo passa e tudo isso reflete no nosso mercado, mas acredito que a tendência é de que até o fim deste ano isso os preços se estabilizem”, projetou.

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