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ECONOMIA

Nos dias após crise política, houve fluxo positivo de dólares ao País, diz BC

23 maio 2017 - 14h54

Apesar das denúncias da JBS que atingem o governo Michel Temer, que surgiram na última quarta-feira, 17, o País enfrentou um fluxo de entrada de dólares tanto na quinta-feira, 18, quanto na sexta-feira, 19. Dados divulgados nesta terça-feira, 23, pelo chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, mostram que, na quinta-feira, o fluxo total de recursos para o País foi positivo em US$ 2,338 bilhões, resultado de entradas líquidas pela via comercial de US$ 1,266 bilhão e entradas líquidas pela via financeira de US$ 1,072 bilhão.

Na sexta-feira, houve fluxo total positivo de US$ 1,124 bilhão, com entradas líquidas de US$ 282 milhões pela via comercial e entradas líquidas de US$ 842 milhões pela via financeira.

Na prática, em meio ao forte avanço do dólar ante o real, verificado na quinta-feira, muitos participantes do mercado aproveitaram para fechar operações e internalizar dólares.

Rocha afirmou ainda que, em maio, até o dia 19, o fluxo cambial total está positivo em US$ 486 milhões. Isso é resultado, por um lado, de entradas líquidas de US$ 3,489 bilhões pela via comercial. Neste caso, as importações foram de US$ 7,394 bilhões e as exportações foram de 10,883 bilhões. Dentro das exportações, são US$ 1,725 bilhão de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 2,325 bilhões de Pagamento Antecipado (PA) e US$ 6,832 bilhões de Demais operações.

Por outro lado, a via financeira registra fluxo negativo em maio até dia 19, de US$ 3,003 bilhões. Isso é resultado de envios de US$ 28,807 bilhões e de entradas de US$ 25,805 bilhões.

Por fim, Rocha informou ainda que em maio, até dia 19, a posição vendida dos bancos está em US$ 12,257 bilhões no câmbio à vista. No fim de abril, essa posição vendida era de US$ 12,814 bilhões.

Incertezas

O chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central disse que é preciso observar a evolução do cenário de incertezas ocasionado pela delação da JBS. "Tivemos aumento de incertezas, mas a mensagem do Banco Central é que ele atua para manter o bom funcionamento do mercado", reforçou. "É difícil definir o que acontece em um dia específico no mercado de câmbio. Existem interesses opostos, não há como ter uma informação precisa para um movimento em um dia ou outro", observou.

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