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ECONOMIA

Ministério prevê um saldo de US$ 50 bilhões para balança comercial brasileira

Saldo comercial do País deve fechar o ano com resultado recorde. Avaliação é de que queda do dólar não deve afetar desempenho

2 julho 2016 - 08h00DA REDAÇÃO
Movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá, no Paraná
Movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá, no Paraná - Divulgação
Cassems

A diferença entre as importações e as exportações deixou um saldo positivo de US$ 3,974 bilhões em junho. Com esse resultado, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços manteve a previsão de encerrar o ano com a balança comercial no azul em cerca de US$ 50 bilhões.

Os principais produtos do mês foram algodão em bruto (com alta de 40,8% e US$ 39 milhões em receita); etanol (+142,1% e US$ 113 milhões), tubos flexíveis de ferro/aço (+26,0% e US$ 88 milhões) e pneumáticos (+7,2% e US$ 102 milhões).

No grupo dos semimanufaturados, quando comparado com junho de 2015, cresceram as vendas principalmente de açúcar em bruto (+53,6%, para US$ 767 milhões), ouro em forma semimanufaturada (+24,6%, para US$ 163 milhões) e óleo de soja em bruto (+14,7%, para US$ 112 milhões).

“O Brasil vendeu para o exterior mais bens do que comprou. Isso é muito significativo porque ajuda a equilibrar as contas externas do Brasil”, explicou o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação, Herlon Brandão.

Queda do dólar

Para ele, a queda do dólar frente o real observada nos últimos dias não deve impactar negativamente o resultado das vendas externas. A avaliação do diretor é de que boa parte da produção já está negociada e vendida, apesar de não ter sido embarcada totalmente.

“Essa oscilação do dólar ocorre no curto prazo, não influencia no resultado porque esses exportadores já venderam e negociaram sua produção”, observou. “Uma mudança permanente e de mais longo prazo pode influenciar a balança, mas oscilações de curto prazo não”, argumentou.

No ano, as exportações superaram as importações em US$ 23,6 bilhões no primeiro semestre do ano, valor recorde para o período. Além dos produtos básicos, as vendas cresceram fortemente com a comercialização de veículos para países da América Latina.

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