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Economia

Microsoft tem novo executivo-chefe

5 fevereiro 2014 - 10h14
Indiano Satya Nadella
Indiano Satya Nadella - Reprodução / Valor Econômico
Ontem, a dona do Windows anunciou o nome do indiano Satya Nadella - um veterano de 46 anos de idade, que está na companhia desde 1992 - para substituir Steve Ballmer na direção de seus negócios. Não é uma substituição qualquer. Nadella será o terceiro homem a dirigir a Microsoft desde sua fundação, em 1975, e terá a responsabilidade de suceder tanto Bill Gates, que conduziu a Microsoft até o ano 2000, como Ballmer, que a dirigiu nos 14 anos seguintes.
 
Gates dispensa apresentações. Sua trajetória confunde-se com a da companhia que ele ajudou a criar, ao lado de Paul Allen, e que o transformou no homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 69,9 bilhões pela revista "Forbes". Ballmer também tem uma ligação emocional com a Microsoft. Foi colega de quarto de Gates em Harvard e o 30º funcionário da Microsoft. No ano passado, chorou publicamente ao fazer um discurso de despedida aos funcionários. Em troca, ouviu a multidão gritando seguidamente "nós amamos você".
 
A influência de Gates e Ballmer foi considerada, nos últimos meses, um dos fatores que teriam intimidado os "forasteiros" - executivos de fora do setor ou da companhia - a concorrer ao cargo. Entre os profissionais que teriam preferido ficar fora da competição estão Steve Mollenkopf, o número dois da fabricante de chips Qualcomm; John Donahoe, chefe da gigante de comércio eletrônico eBay; e Alan Mulally, o presidente da Ford. Os rumores em torno de Mulally foram tão insistentes que o executivo chegou a declarar publicamente que não deixaria a montadora.
 
A nomeação de Nadella, formado em Engenharia Elétrica pela Mangalore University, da Índia, tem caráter imediato. Gates vai deixar a presidência do conselho de administração para assumir uma posição de consultor de tecnologia. O conselho será dirigido por John Thompson, que liderou os esforços para encontrar o novo chefe e é considerado um dos líderes negros mais influentes do setor, com experiência em companhias como IBM e Symantec. Mas tanto Gates como Ballmer permanecerão no conselho.
 
O longo convívio de Nadella com o alto comando da Microsoft pode suavizar as fricções que alguém de fora eventualmente teria de enfrentar, mas não diminui o desafio de definir a estratégia da companhia para o futuro, algo que Ballmer tentou arduamente, sem muito sucesso. Para os críticos, a empresa demorou a perceber que precisava corrigir sua rota de crescimento - e o fez de maneira tímida quando finalmente começou.
 
Futuro
 
Os números mostram o desafio que Nadella tem pela frente. No ano 2000, o sistema Windows, da Microsoft, rodava em 97% de todos os dispositivos computacionais (computadores, tablets e celulares), segundo levantamento do banco Goldman Sachs. No fim de 2012, porém, essa participação havia diminuído para 20%. A razão é que os PCs, o ponto forte da Microsoft, perdem espaço rapidamente para os aparelhos móveis, nos quais a companhia enfrenta a concorrência do Google, com o sistema Android, e da Apple, com o iOS.
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