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Economia

Má gestão do petróleo está por trás de crise na Venezuela

26 fevereiro 2014 - 09h59
Cassems
Pelo menos umas 12 pessoas morreram nas manifestações de rua na Venezuela. Novos confrontos são prováveis. Mas, em meio ao caos, o petróleo desse país membro da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) continua a fluir - por enquanto.
 
Enquanto manifestantes pediam a sua renúncia, o presidente Nicolás Maduro culpava os "fascistas" e os "espiões americanos" e arregimentava a sua base de apoio socialista. Na semana passada, ele trocou o nome do maior campo de petróleo do país, o Cinturão de Orinoco, para Hugo Chávez, seu mentor.
 
"Decidi chamá-lo a partir de hoje de cinturão do petróleo Hugo Chávez. Vocês concordam?", perguntou Maduro em comício com trabalhadores do setor petrolífero. "Sim!", bradou a multidão.
 
Para críticos, como os estudantes das manifestações e o líder oposicionista Leopoldo López, de 42 anos, formado em Harvard e preso naquele mesmo dia sob acusações de incêndio criminoso e formação de quadrilha, essa honraria é inadequada.
 
Embora a Venezuela ostente as maiores reservas energéticas do mundo, o "chavismo" administrou estrondosamente mal a riqueza do petróleo, criando os atuais problemas por que passa o país.
 
"O principal problema da PDVSA [a petrolífera estatal] é a voracidade fiscal do governo", diz David Voght, diretor-executivo da consultoria IPD Latin America. "A Venezuela se concentrou mais na política do que na eficiência de seu setor petrolífero."
 
A drenagem dos recursos de investimento da PDVSA para os programas sociais contribuiu, até agora, para manter o apoio ao governo. A maioria dos protestos, mas não todos, ocorreram nos bairros de maior nível de renda do país.
 
"Para que os protestos sejam eficazes, precisam incluir os pobres", diz o ex-candidato presidencial Henrique Capriles, membro da ala mais moderada da oposição, que adverte para o erro de criar expectativas de que o governo do presidente Maduro estaria para cair.
 
Mas economizar em investimentos mata a galinha dos ovos de ouro da Venezuela, aumentando, assim, o risco de agitação social. A queda da produção de petróleo significa menos dinheiro para gastar em produtos importados e, portanto, intensificação da escassez, enquanto a impressão de dinheiro para custear um déficit público cada vez maior alimentou uma inflação de mais de 56%.
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