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ECONOMIA

Juros fecham em baixa com ata do Copom e melhora da percepção sobre crise

6 junho 2017 - 16h14

Os juros futuros ampliaram a queda na reta final da sessão regular e os principais contratos fecharam nas mínimas nesta terça-feira, 6. Segundo profissionais da área de renda fixa, perto do fechamento dos negócios houve um aumento da percepção de que o governo Temer deve ganhar uma sobrevida que possa normalizar o ritmo de andamento das reformas e também da perspectiva de aprovação da reforma trabalhista que será votada hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. No entanto, o principal vetor a conduzir a trajetória de queda das taxas desde a abertura foi a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (204.540 contratos) fechou a 9,315% (mínima), de 9,420% no ajuste de ontem. A taxa do contrato DI para janeiro de 2019 (237.395 contratos) caiu de 9,56% para 9,39% (mínima) e a do DI janeiro de 2021 (168.045 contratos) recuou de 10,61% para 10,45% (mínima).

O cenário político ganhou mais atenção durante a tarde em relação à manhã, quando o foco era mais a ata do Copom. O julgamento do TSE está marcado para começar as 19 horas e, enquanto isso, o mercado acompanha o noticiário sobre o tema para tentar se posicionar, levemente otimista num desfecho pró-Temer, cenário que, na visão dos profissionais pode recolocar o andamento das reformas nos trilhos. Nesta tarde, o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, limitou-se a dizer que o julgamento será "bom".

Além disso, o mercado vê com bons olhos uma possível troca na relatoria da delação ao Grupo J&F no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode dar mais tempo ao governo. O debate sobre se o ministro Edson Fachin deve ser o relator será travado pelos 11 ministros. Caso o plenário decida que não há prevenção para Fachin, poderá ser determinada uma nova distribuição, por sorteio.

Na CAE, o presidente Tasso Jereissati (PSDB-CE) iniciou no fim da tarde os procedimentos para a votação da reforma, negando questão de ordem pedida pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan pediu que fosse incluída na comissão mais uma cadeira para o PMDB, com o objetivo de inserir um aliado contra a reforma trabalhista no grupo.

Quanto à ata, profissionais afirmaram que o tom foi mais ameno do que o comunicado, o que colocou os juros para baixo desde a abertura. Embora não tenha alterado a percepção da maioria de que o ritmo de corte da Selic será reduzido para 0,75 porcentual no encontro de julho, o documento deixou a impressão de que outras opções não podem ser descartadas. "Há elementos na ata onde o BC mostra que há muita incerteza e temos de acompanhar os próximos eventos", disse o economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall.

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