27 de setembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
PMCG
ECONOMIA

Juros fecham em alta com temor fiscal e leilões de títulos no Brasil e EUA

As taxas fecharam em alta generalizada, mas, em linha com a tendência dos últimos dias, com mais força na ponta longa

13 agosto 2020 - 16h56
A declaração conjunta em defesa do teto dos gastos, feita ontem à noite pelo presidente Jair Bolsonaro e os chefes do Legislativo, teve efeito limitado na curva de juros nesta quinta-feira, 13
A declaração conjunta em defesa do teto dos gastos, feita ontem à noite pelo presidente Jair Bolsonaro e os chefes do Legislativo, teve efeito limitado na curva de juros nesta quinta-feira, 13 - (Foto: Agência Brasil)

A declaração conjunta em defesa do teto dos gastos, feita ontem à noite pelo presidente Jair Bolsonaro e os chefes do Legislativo, teve efeito limitado na curva de juros nesta quinta-feira, 13. Até conseguiu estancar a piora da inclinação no período da manhã, mas, à tarde, o risco de fracasso da agenda liberal voltou a pesar sobre os negócios em meio ainda aos impactos dos leilões de prefixados do Tesouro no Brasil e de Treasuries nos Estados Unidos.

As taxas fecharam em alta generalizada, mas, em linha com a tendência dos últimos dias, com mais força na ponta longa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 2,81%, de 2,773% no ajuste de ontem, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 4,00%, ante 3,953% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 5,82%, de 5,714% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2027 subiu de 6,713% para 6,85%.

O Tesouro turbinou a oferta de papéis de curto e médio prazos - 38,5 milhões de LTN -, enquanto nos Estados Unidos a operação foi considerada malsucedida pela demanda abaixo da média, puxando para cima o yield dos títulos americanos. Mantida a aversão ao risco e mesmo com o dólar em queda, a inclinação da curva, que vem aumentando praticamente desde a decisão do Copom no dia 5, voltou aos níveis de maio, quando a pandemia ainda jogava a economia global para o fundo do poço.

A manhã foi de hesitação nos mercados, que tentavam melhorar a partir da queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego americano abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde março e, por aqui, o investidor tentando dar um voto de confiança ao governo após o compromisso público ontem com a regra do teto de gastos. Até então os juros futuros oscilavam entre a estabilidade e viés de alta, mas à tarde passaram a subir de maneira consistente, sob influência de aspectos técnicos relacionados aos leilões aqui e nos Estados Unidos, realizados no fim da manhã.

Todas as questões técnicas pegaram um mercado bastante sensível com a questão fiscal e com a agenda de reformas, machucado pela "debandada" na equipe econômica. Com a declaração conjunta ontem de Bolsonaro, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), o teto de gastos e a pauta liberal ganharam pelo menos uma sobrevida, mas o mercado agora cobra medidas concretas. "Por mais que tenha tido a declaração, o estrago está feito. O mercado agora vai monitorar o grau de tolerância de Guedes a novas afrontas ao teto de gastos, mas sabe que a agenda não vai ser a mesma que era naquela data zero do governo", disse Renan Sujii, estrategista de Mercados da Harrison Investimentos.

Nesse sentido, não passou despercebida a informação apurada pelo Broadcast de que, um dia após a defesa conjunta do teto, o governo prepara uma Medida Provisória para abrir um crédito extraordinário de cerca de R$ 5 bilhões para custear investimentos em infraestrutura e ações indicadas por parlamentares. O acordo em torno da medida foi selado ontem entre Bolsonaro, ministros e lideranças do Congresso Nacional.

A agenda do dia trouxe a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com avanço do volume de 5% em junho ante maio, acima da mediana das estimativas, de 4,35%, mas sem efeito relevante na curva de juros.

 

Banner Whatsapp Desktop
GAL COSTA

Últimas Notícias

ver todas as notícias

Enquete

Você já sabe em quem votar para prefeito de seu município?

Votar
Resultados
FORT ATACADISTA - Carne Fresca (interno)
TJ MS
pmcg ms