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CUSTO DE VIDA

Inflação baixa beneficia igualmente os cidadãos, diz novo presidente do BC

Ilan Goldfajn defendeu que preços sob controle são condição necessária para crescimento sustentável

14 junho 2016 - 09h44Portal Brasil
Durante cerimônia de transmissão de cargo, Ilan Goldfajn, novo presidente do BC faz discurso de combate à inflação
Durante cerimônia de transmissão de cargo, Ilan Goldfajn, novo presidente do BC faz discurso de combate à inflação - Reprodução
Cassems

O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a inflação baixa é determinante para crescimento sustentável. Durante cerimônia na qual recebeu o cargo de seu antecessor, ele afirmou que o custo de vida controlado irá colaborar para a recuperação da economia. 

“O bem-estar social proporcionado pela manutenção do poder de compra da moeda beneficia igualmente a todos os cidadãos brasileiros, sem que o benefício de um reduza o do restante da população”, argumentou. 

Para Goldfajn, inflação baixa é condição necessária não apenas para o crescimento sustentável, mas também necessária para o progresso social do País. Ele argumentou ainda que a inflação controlada é um “bem público da maior relevância”. 

Contribuição 

“Essa é a primeira grande contribuição que o Banco Central pode dar a toda a sociedade brasileira”, relatou. “Especialmente para as camadas sociais menos favorecidas, que sofrem mais com a perda do poder de compra da moeda”, afirmou. 

Ele lembrou ainda que o custo de vida sob controle foi uma conquista da sociedade há mais de vinte anos, após um longo período inflacionário ao qual ninguém admitiria retornar. “Não há crescimento sustentável e bem-estar social duradouro sem inflação baixa e estável”, frisou. 

O presidente do BC defendeu ainda que níveis mais altos de inflação não fomentam o crescimento econômico, pelo contrário, “desorganizam a economia, inibem o investimento, a produção e o consumo e impactam negativamente a renda, o nível de emprego e, por fim, o bem-estar social”. 

Justiça 

Goldfajn ainda explicou que um nível baixo e estável de inflação reduz incertezas, eleva a capacidade de crescimento da economia e torna a sociedade mais justa, por meio de um menor imposto inflacionário, um dos mais regressivos. 

Ele ainda afirmou que o objetivo da sua gestão será cumprir plenamente a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mirando o seu ponto central – ou seja, garantir que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, o indicador oficial de inflação) fique em 4,5% ao ano. 

Cerimônia 

A cerimônia de transmissão de cargo contou com a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de ex-presidentes do Banco Central, de diretores e ex-diretores da instituição, além de empresários, banqueiros e agentes do mercado financeiro. 

O evento ocorreu no maior auditório da instituição, em Brasília, e depois dos discursos de Goldfajn, do ex-presidente do BC, Alexandre Tombini, e do ministro Meirelles, uma longa fila se formou para que o novo chefe da autarquia recebesse cumprimentos.

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