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ECONOMIA

Ibovespa volta a refletir incerteza política e cai 1,54%

22 maio 2017 - 17h14
MÊS DA ECONOMIA COMPER

A Bolsa brasileira voltou a refletir o cenário de grande indefinição política e econômica. Foi intenso o noticiário em torno da crise envolvendo o presidente Michel Temer, que busca maneiras de articular sua permanência no cargo e garantir o avanço das reformas estruturais. O Índice Bovespa chegou a cair 2,74% no início da tarde, mas desacelerou o ritmo à tarde e terminou o dia em queda de 1,54%, aos 61.673,49 pontos. Os negócios totalizaram R$ 12,2 bilhões.

Uma das notícias de maior destaque no período da tarde foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de somente julgar o pedido de suspensão da investigação contra Temer após a conclusão da perícia no áudio gravado pelo empresário Joesley Batista. Já a defesa do presidente entrou com um novo pedido no Supremo, desta vez para que o inquérito não seja mais suspenso. A defesa afirmou que se sentiu atendida com o deferimento do pedido para que fosse realizada a perícia no áudio.

Outro fato de repercussão no mercado foi o anúncio do presidente do PSDB e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso Jereissati (CE), e do relator da reforma trabalhista, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), de que o parecer do projeto será lido normalmente na comissão nesta terça-feira, 23. Os senadores garantiram ainda que o calendário de tramitação da reforma está mantido.

A notícia da manutenção do cronograma, no meio da tarde, reduziu o ritmo de queda do Ibovespa, que rondava os 2%. Mas, apesar de conter o ímpeto vendedor de ações, não alterou significativamente a percepção de analistas e investidores.

As ações da JBS derreteram 31,34% e lideraram com folga as quedas do Ibovespa. Profissionais do mercado observaram um movimento grande de "stop loss" (interrupção de perdas), em meio a incertezas em torno da empresa e dos seus controladores. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, somente exportadoras escaparam das perdas, devido à alta do dólar. Embraer ON (+7,00%), Fibria ON (+6,99%) e Suzano PNA (+6,24%) foram as principais.

Petrobras ON e PN perderam 0,69% e 1,62%, respectivamente, mesmo com os preços do petróleo em alta no mercado internacional. Já Vale ON e PNA avançaram 2,46% e 2,76%, apoiadas na valorização do minério no mercado à vista chinês, que impulsionou as ações de mineradoras pelo mundo.

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TJ MS